Em resumo

  • Fibromialgia: dor espalhada pelo corpo há pelo menos três meses, com cansaço, sono que não descansa e névoa mental. Na Clínica Higashi Londrina, ela é acompanhada no programa de tratamento da dor.
  • Por que dói: o sistema nervoso amplifica os sinais de dor. A dor é real, mesmo com exames normais.
  • Diagnóstico: feito pela conversa e pelo exame físico. Os exames de sangue investigam o que se parece com ela, como tireoide, vitamina D, anemia e inflamação.
  • Tratamento: o exercício gradual tem a recomendação mais forte, junto com sono e manejo do estresse. A neuromodulação pode complementar o plano.

O que é a fibromialgia?

A fibromialgia é uma condição de dor crônica espalhada pelo corpo, em que o sistema nervoso processa os sinais de dor de forma amplificada, em geral junto com cansaço, sono que não descansa e dificuldade de concentração [1].

O nome técnico desse mecanismo é sensibilização central: nervos, medula e cérebro passam a responder com mais intensidade a estímulos que antes doíam pouco, como um abraço apertado ou o frio. É como um rádio com o volume travado no alto: a música é a mesma, mas chega mais forte. Por isso a dor costuma ser maior do que os exames sugerem, e continua sendo uma dor real [1].

Os sintomas que costumam vir junto

  • Dor difusa: em várias regiões ao mesmo tempo, mudando de lugar e de intensidade ao longo dos dias.
  • Cansaço: físico e mental, que melhora pouco com o descanso.
  • Sono que não descansa: a pessoa dorme as horas, mas acorda como se não tivesse dormido.
  • Névoa mental: esquecimentos, dificuldade de achar palavras e de manter a atenção.
  • Rigidez e sensibilidade: corpo travado ao acordar e mais sensibilidade ao toque, ao frio, à luz ou ao barulho.

A fibromialgia é comum. Um estudo em Montes Claros, em Minas Gerais, encontrou fibromialgia em 2,5% das pessoas acima de 16 anos, com predomínio de mulheres [2], e revisões internacionais estimam cerca de 2% da população geral [3].

Ela é o exemplo mais conhecido de dor nociplástica, um dos três tipos de dor explicados no guia do tratamento da dor crônica. Este artigo aprofunda o que é próprio dela: o diagnóstico, o que é investigado antes e como o cuidado é organizado.

Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

O diagnóstico da fibromialgia é clínico: ele é feito pela conversa e pelo exame físico, com base nos critérios revisados em 2016 a partir dos critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) [4]. Os exames de sangue e de imagem servem para investigar outras condições que podem causar sintomas parecidos ou somar sintomas aos dela.

Os critérios de 2016 em linguagem simples

  1. Onde dói. O médico pergunta em quais de 19 áreas do corpo você sentiu dor na última semana, como ombros, braços, quadris, pernas, mandíbula, pescoço, costas, peito e barriga [4].
  2. Dor generalizada. A dor aparece em pelo menos quatro de cinco grandes regiões: os dois lados de cima, os dois lados de baixo e a região da coluna [4].
  3. Os outros sintomas. Cansaço, acordar sem se sentir descansado e dificuldades de memória e concentração são graduados de leves a intensos. Dor de cabeça, dor ou cólica na parte baixa da barriga e depressão nos últimos seis meses também contam [4].
  4. A soma. O número de áreas com dor e a intensidade dos sintomas formam uma pontuação: quanto mais áreas doem, menos intensidade de sintomas é necessária, e o contrário também vale.
  5. O tempo. Os sintomas estão presentes, num nível parecido, há pelo menos três meses [4].

Os critérios atuais dispensam a antiga contagem de "pontos dolorosos" e olham para o quadro inteiro: dor, cansaço, sono e cognição. Outro ponto importante: o diagnóstico vale mesmo quando a pessoa tem outra doença, e ter fibromialgia não exclui outras condições que também precisem de cuidado [4]. Por isso o diagnóstico anda junto com a investigação. Entender a condição já é o primeiro passo do tratamento.

Que condições se parecem com a fibromialgia e são investigadas?

As condições que mais se parecem com a fibromialgia e costumam ser investigadas são as alterações da tireoide, a falta de vitamina D, a anemia e outras deficiências nutricionais, as doenças inflamatórias e as alterações dos músculos. Diretrizes internacionais orientam que toda pessoa com dor espalhada pelo corpo tenha, já na primeira avaliação, a história completa, o exame físico e alguns exames de sangue: hemograma, proteína C reativa, cálcio, CK (uma enzima dos músculos), TSH (da tireoide) e vitamina D. Outros exames são pedidos conforme o que a história e o exame físico mostram [3].

CondiçãoPor que pode lembrar a fibromialgiaComo entra na avaliação
Alterações da tireoideCansaço, dores musculares, sono alterado e raciocínio mais lentoTSH e, conforme o resultado, outros exames da tireoide
Falta de vitamina D e alterações do cálcioDores nos ossos e nos músculos, fraquezaDosagem de vitamina D e de cálcio
Anemia e falta de ferro ou de vitamina B12Cansaço, falta de fôlego ao esforço, dificuldade de concentração; na falta de B12, também formigamentoHemograma e, conforme o caso, ferro e vitamina B12
Doenças inflamatórias e dos músculosRigidez, inchaço nas articulações, dor e fraqueza muscularProteína C reativa, CK e exame das articulações
Remédios em usoAlguns remédios de uso contínuo podem causar dor muscular, cansaço ou sono ruimRevisão da lista do que você usa

Essas condições podem existir sozinhas ou ao lado da fibromialgia. Quem tem hipotireoidismo, por exemplo, pode ter fibromialgia também: cuidar da tireoide melhora o que vem dela, e o plano da fibromialgia cuida dos outros sintomas. Duas dessas deficiências têm artigos próprios: vitamina D baixa e B12 e ferro baixos.

Por que sono, estresse e atividade física pesam tanto na fibromialgia?

Sono, estresse e atividade física pesam tanto na fibromialgia porque atuam diretamente no sistema que regula a dor, e um puxa o outro: dormir mal deixa o corpo mais sensível, a dor tira a vontade de se mexer, a falta de movimento piora o sono e o estresse alimenta os três.

Sono: causa e consequência ao mesmo tempo

Na fibromialgia, o sono costuma ser leve e interrompido, com menos sono profundo. Privar pessoas saudáveis de sono pode provocar dores musculares, sensibilidade e cansaço parecidos com os da fibromialgia, e estudos populacionais indicam que o sono ruim aumenta o risco de dor espalhada pelo corpo [5]. A explicação proposta é que a falta de sono enfraquece os freios que o cérebro usa para controlar a dor. O lado bom: melhorar a qualidade do sono pode reduzir a dor e o cansaço [5].

Horários regulares para dormir, acordar, comer e se expor à luz ajudam o relógio biológico, como explica o artigo sobre ritmo circadiano e metabolismo.

Estresse e sistema nervoso autônomo

O sistema nervoso autônomo regula a resposta ao estresse. Uma revisão sistemática encontrou, na maioria dos estudos, menor variabilidade da frequência cardíaca nas pessoas com fibromialgia, sinal de um organismo mais tempo em alerta, e uma resposta menos flexível ao estresse. Na mesma revisão, o treino de força melhorou essa variabilidade [6]: o movimento também atua sobre o estresse.

A avaliação do sistema nervoso autônomo faz parte do check-up funcional de toda primeira consulta na clínica, com a bioimpedância InBody e Seca, a calorimetria indireta, a espirometria e o teste respiratório para SIBO. Na fibromialgia, ela ajuda a entender como o seu corpo responde ao estresse.

Atividade física: o que mais ajuda também é o que mais assusta

Quando tudo dói, é natural se mexer menos. Só que a inatividade tira força e condicionamento, e o mesmo esforço passa a doer mais. Por isso a avaliação olha para o conjunto, e não só para os pontos que doem: é o mesmo olhar para o equilíbrio global da saúde que orienta a clínica desde 1971.

Dia bom, dia ruim: como dosar a atividade sem pagar caro depois?

A forma mais útil de dosar a atividade na fibromialgia é partir do que você consegue fazer mesmo num dia ruim e aumentar aos poucos, em vez de aproveitar o dia bom para fazer tudo o que ficou para trás. Esse cuidado se chama ritmar a atividade, ou pacing.

O ciclo do exagero e da recaída

No dia em que a dor dá uma trégua, é comum limpar a casa inteira, resolver as pendências da semana e ainda caminhar mais do que o habitual. Nos dias seguintes vem a conta: mais dor, mais cansaço, sono pior. A pessoa conclui que "atividade faz mal" e se mexe menos até o próximo dia bom. Com o tempo, o condicionamento cai e os dias ruins ficam mais frequentes.

Como sair do ciclo

  1. Encontre a sua base. É a quantidade de atividade que você consegue fazer sem piorar no dia seguinte, mesmo num dia ruim.
  2. Divida as tarefas. Blocos menores, com pausas planejadas antes de a dor subir, e não depois.
  3. Aumente pouco e com regularidade. A progressão é combinada com a fisioterapia, em passos pequenos.
  4. Mantenha o plano nos dias bons. O dia bom não serve para compensar a semana.
  5. Ajuste nos dias ruins, sem zerar. Reduzir a carga é diferente de parar.
  6. Anote. O que você fez, como dormiu e como estava a dor no dia seguinte. O registro mostra o seu ponto de equilíbrio com mais fidelidade do que a memória.

Exemplo ilustrativo

Uma pessoa que caminha muito no dia bom e passa os dias seguintes de cama pode combinar com a equipe uma caminhada curta todos os dias, inclusive nos ruins, e aumentar o tempo aos poucos. A meta deixa de ser "aproveitar o dia bom" e passa a ser manter o movimento todos os dias.

Essa lógica acompanha as diretrizes: um plano gradual, decidido com o paciente e com a participação ativa dele nos hábitos do dia a dia [3].

O que tem mais evidência no tratamento da fibromialgia?

O que tem mais evidência no tratamento da fibromialgia é o exercício gradual e regular: nas recomendações revisadas da Liga Europeia contra o Reumatismo (EULAR), o exercício foi a terapia com a recomendação mais forte, com base em metanálises [7].

“O manejo inicial deve envolver a educação do paciente e focar em terapias não farmacológicas.”

Macfarlane e colaboradores (EULAR), 2017 [7]

Que tipo de exercício

As diretrizes colocam os exercícios aeróbicos e de fortalecimento como a base do cuidado sem remédios [3]: caminhada, bicicleta, exercícios na água ou fortalecimento com elásticos e o peso do próprio corpo, escolhidos conforme o condicionamento e o gosto de cada pessoa. Uma revisão Cochrane concluiu que o exercício aeróbico provavelmente melhora a qualidade de vida, pode reduzir um pouco a dor e melhorar a função física, e parece ser bem tolerado [8]. É um efeito modesto, que se soma aos outros cuidados.

Fisioterapia como apoio à reabilitação

Na clínica, a fisioterapia é presencial e funciona como apoio ao acompanhamento médico. Ela ajusta a carga, ensina a progredir sem cair no ciclo do exagero e acompanha a evolução. O começo costuma ser mais leve do que a pessoa imagina, para que o corpo aceite o movimento e a confiança cresça junto com a força.

Sala de fisioterapia da Clínica Higashi Londrina com colchonete e bolas de exercício
Na fibromialgia, a fisioterapia começa com carga baixa e aumenta aos poucos, no ritmo que o corpo aceita.

E os remédios?

Remédios podem entrar no plano quando a dor ou o sono estão muito intensos, como uma etapa de um plano gradual, escolhidos e revistos na consulta [7]. Na dor nociplástica, os tratamentos voltados só para o local da dor, como anti-inflamatórios, injeções e cirurgias, costumam ajudar menos [1].

Onde entram a neuromodulação e outras abordagens?

A neuromodulação entra como complemento do exercício e dos cuidados com sono e estresse: como a fibromialgia envolve a forma como o sistema nervoso processa a dor, técnicas que atuam nesse sistema fazem sentido no plano.

EMTr e ETCC

As diretrizes europeias sobre a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr), atualizadas em 2020, classificaram como provável a eficácia da estimulação de alta frequência para melhorar a qualidade de vida e a dor na fibromialgia [9]. Os autores lembram que uma diferença entre a estimulação real e a simulada nem sempre se traduz em benefício relevante para cada pessoa [9], e por isso a resposta é acompanhada nas reavaliações.

Para a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), as diretrizes europeias de 2017 também apontaram eficácia provável na fibromialgia, com a estimulação sobre a área motora do cérebro [10]. Veja como funciona uma sessão de ETCC.

Estimulação do nervo vago

A estimulação do nervo vago atua sobre o sistema nervoso autônomo, o mesmo que costuma ficar em alerta na fibromialgia. Ela é estudada nessa condição, com pesquisas ainda iniciais, e é considerada caso a caso. Na clínica, a neuromodulação é usada no cuidado da dor crônica, do sono, da ansiedade e da memória, sempre dentro de um plano mais amplo.

Procedimentos, nutrientes e peso

PRP, ozonioterapia e procedimentos guiados por ultrassom atuam no local tratado e podem entrar quando há, além da dor espalhada, uma dor localizada com causa própria, como uma artrose de joelho ou uma tendinite. A consulta também olha para o que pode somar cansaço e inflamação: deficiências de vitaminas e minerais, peso, intestino e horários das refeições, com a nutrição como apoio ao acompanhamento médico.

Como é o acompanhamento da fibromialgia na Clínica Higashi Londrina?

O acompanhamento da fibromialgia na Clínica Higashi Londrina começa pela primeira consulta, segue com um plano gradual e continua com reavaliações em que a dor, o sono, a energia e a função do dia a dia são comparados com o ponto de partida. A dor espalhada pelo corpo é um dos tipos de dor acompanhados pelo programa de tratamento da dor e medicina regenerativa, em que a equipe multidisciplinar, sob a direção médica do Dr. Leonardo Higashi (CRM-PR 25067), trabalha a partir do mesmo plano.

  1. Primeira consulta

    História da dor, exame físico, leitura dos exames que você já tem e check-up funcional. As condições parecidas são investigadas, e o diagnóstico é explicado.

  2. Plano

    O que vem primeiro (sono, movimento, rotina e condições associadas) e o que pode ser somado depois, com o porquê de cada escolha.

  3. Movimento com apoio

    Fisioterapia presencial, com carga baixa no início e progressão combinada.

  4. Reavaliações

    O que funcionou continua, o que não ajudou é revisto, e a neuromodulação pode entrar conforme a resposta.

Sinais de que o plano está andando

  • Noites em que você acorda mais descansado.
  • Manter a caminhada também nos dias ruins.
  • Menos dias parados depois de um esforço.
  • A cabeça mais clara para ler, trabalhar e conversar.

Perguntas frequentes sobre fibromialgia

O que é fibromialgia e como ela é tratada?

Fibromialgia é uma dor espalhada pelo corpo há pelo menos três meses, em que o sistema nervoso amplifica os sinais de dor, em geral com cansaço, sono que não descansa e dificuldade de concentração. O tratamento é um plano gradual: informação sobre a condição, exercício regular, cuidado com o sono e o estresse e investigação de condições associadas.

Existe exame que confirma a fibromialgia?

O diagnóstico é clínico, feito pela conversa e pelo exame físico com os critérios de 2016. Exames de sangue como hemograma, proteína C reativa, cálcio, CK, TSH e vitamina D investigam condições que se parecem com a fibromialgia ou existem junto com ela.

A fibromialgia pode melhorar?

Sim. Com exercício gradual, sono, cuidado com o estresse e tratamento do que soma sintomas, muitas pessoas passam a ter menos dor, mais energia e mais autonomia. A resposta varia, e o plano é ajustado nas reavaliações.

Quem tem fibromialgia pode fazer exercício?

Pode, com a dose certa: o exercício é a recomendação mais forte das diretrizes para a fibromialgia. O caminho é começar por uma base possível mesmo nos dias ruins e aumentar aos poucos, com o apoio da fisioterapia.

A neuromodulação serve para fibromialgia?

A EMTr e a ETCC têm eficácia provável na fibromialgia segundo diretrizes europeias, com benefício na dor e na qualidade de vida em parte das pessoas. Elas complementam o exercício e os cuidados com o sono, com indicação definida na avaliação.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

Conheça o Dr. Leonardo Higashi
Referências
  1. Fitzcharles MA, Cohen SP, Clauw DJ, Littlejohn G, Usui C, Häuser W. Nociplastic pain: towards an understanding of prevalent pain conditions. Lancet. 2021;397(10289):2098-110. doi:10.1016/S0140-6736(21)00392-5
  2. Senna ER, De Barros AL, Silva EO, Costa IF, Pereira LV, Ciconelli RM, et al. Prevalence of rheumatic diseases in Brazil: a study using the COPCORD approach. J Rheumatol. 2004;31(3):594-7.
  3. Häuser W, Ablin J, Perrot S, Fitzcharles MA. Management of fibromyalgia: practical guides from recent evidence-based guidelines. Pol Arch Intern Med. 2017;127(1):47-56. doi:10.20452/pamw.3877
  4. Wolfe F, Clauw DJ, Fitzcharles MA, Goldenberg DL, Häuser W, Katz RL, et al. 2016 Revisions to the 2010/2011 fibromyalgia diagnostic criteria. Semin Arthritis Rheum. 2016;46(3):319-29. doi:10.1016/j.semarthrit.2016.08.012
  5. Choy EH. The role of sleep in pain and fibromyalgia. Nat Rev Rheumatol. 2015;11(9):513-20. doi:10.1038/nrrheum.2015.56
  6. Meeus M, Goubert D, De Backer F, Struyf F, Hermans L, Coppieters I, et al. Heart rate variability in patients with fibromyalgia and patients with chronic fatigue syndrome: a systematic review. Semin Arthritis Rheum. 2013;43(2):279-87. doi:10.1016/j.semarthrit.2013.03.004
  7. Macfarlane GJ, Kronisch C, Dean LE, Atzeni F, Häuser W, Fluß E, et al. EULAR revised recommendations for the management of fibromyalgia. Ann Rheum Dis. 2017;76(2):318-28. doi:10.1136/annrheumdis-2016-209724
  8. Bidonde J, Busch AJ, Schachter CL, Overend TJ, Kim SY, Góes SM, et al. Aerobic exercise training for adults with fibromyalgia. Cochrane Database Syst Rev. 2017;6(6):CD012700. doi:10.1002/14651858.CD012700
  9. Lefaucheur JP, Aleman A, Baeken C, Benninger DH, Brunelin J, Di Lazzaro V, et al. Evidence-based guidelines on the therapeutic use of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS): an update (2014–2018). Clin Neurophysiol. 2020;131(2):474-528. doi:10.1016/j.clinph.2019.11.002
  10. Lefaucheur JP, Antal A, Ayache SS, Benninger DH, Brunelin J, Cogiamanian F, et al. Evidence-based guidelines on the therapeutic use of transcranial direct current stimulation (tDCS). Clin Neurophysiol. 2017;128(1):56-92. doi:10.1016/j.clinph.2016.10.087

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.