Em resumo

  • Dá para ser acompanhado a distância: na Clínica Higashi Londrina, quem mora em outra cidade faz as consultas por vídeo com o Dr. Leonardo Higashi e vem à clínica para o exame físico e o check-up funcional.
  • O roteiro: primeira conversa por vídeo, exames de laboratório perto de casa, visita a Londrina para medir o corpo, retornos por vídeo e reavaliações presenciais.
  • A viagem: concentre na mesma vinda a consulta presencial com o check-up e, quando fizerem parte do plano, nutrição e fisioterapia. A equipe orienta no agendamento.
  • Medidas de casa: peso, pressão e circunferência abdominal medidos sempre do mesmo jeito mostram tendência, e ajudam mais quando voltam para a consulta e orientam ajustes [5].
  • Continuidade: o mesmo médico nos dois formatos mantém a leitura do seu caso de uma consulta para outra.

Dá para ser acompanhado pela Clínica Higashi Londrina morando em outra cidade?

Sim: quem mora fora de Londrina pode fazer as consultas por vídeo com o Dr. Leonardo Higashi e vir à Clínica Higashi Londrina para o exame físico e o check-up funcional. A teleconsulta é uma consulta médica, com o Dr. Leonardo (CRM-PR 25067), especialista em Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) e em Nutrologia (RQE 2685).

A dúvida de quem mora longe costuma ser prática: "vou ter que viajar toda vez?". Não. As viagens ficam para o que precisa do corpo presente, e as outras etapas do acompanhamento acontecem por vídeo. O desafio é organizar bem as duas partes, para que uma alimente a outra.

Por que a distância pesa no cuidado

A distância costuma pesar mais do que parece. Uma revisão sistemática de 108 estudos em países desenvolvidos encontrou, em 77% deles, pior evolução de saúde entre pessoas que moravam mais longe do serviço de que precisavam, incluindo mais faltas aos retornos [1]. São estudos de associação, mas a lição é clara: quando ir à consulta é difícil, o acompanhamento tende a falhar.

Não por acaso, as consultas por vídeo parecem trazer mais vantagem justamente quando viajar é uma barreira real para o paciente [2]. A teleconsulta tira a viagem do caminho nos retornos, e as visitas ficam para o que só a clínica faz.

Este artigo aprofunda um recorte do guia da teleconsulta da Clínica Higashi Londrina, que explica o passo a passo da consulta por vídeo, a receita digital e o preparo técnico.

Como é o roteiro de um acompanhamento a distância?

O roteiro mais comum tem cinco etapas: primeira conversa por vídeo, exames de laboratório perto de casa, visita a Londrina para o exame físico e o check-up funcional, retornos por vídeo e reavaliações presenciais de tempos em tempos.

  1. Primeira conversa por vídeo

    O Dr. Leonardo Higashi ouve a sua história, os sintomas, o que você já tentou e os medicamentos e suplementos em uso, e lê os exames que você já tem. A conversa segue o mesmo olhar amplo da consulta presencial: hormônios, intestino, sono, estresse, alimentação, vitaminas e minerais e exposição a toxinas do dia a dia, fatores que se influenciam.

  2. Exames perto de casa

    Os pedidos de exame de laboratório chegam em formato digital e podem ser feitos na sua cidade. O ideal é que os resultados fiquem prontos antes da visita a Londrina.

  3. Visita à clínica

    É o momento de medir o corpo: exame físico e check-up funcional, com bioimpedância InBody e Seca, calorimetria indireta, avaliação do sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBO. Esses resultados viram a medida de base do acompanhamento.

  4. Retornos por vídeo

    Com os exames novos e as medidas de casa, a teleconsulta serve para ver como você está, ler os números e ajustar o plano.

  5. Reavaliações presenciais

    De tempos em tempos, você volta para repetir o exame físico e o check-up nos mesmos aparelhos e comparar com a medida de base.

Quando voltar à clínica

O intervalo entre as visitas é combinado na consulta. Alguns motivos costumam antecipar a volta:

  • Um sintoma novo que depende de exame do corpo, como alteração no pescoço, na pele ou nos pés.
  • Uma mudança importante nos exames, em que o médico quer medir o corpo antes de decidir.
  • O momento de repetir o check-up funcional para comparar com o anterior.
  • A entrada de nutrição, fisioterapia ou de um procedimento no plano.
  • Para quem tem diabetes, a avaliação anual, que inclui o exame completo dos pés e a palpação da tireoide [3].

A página da telemedicina resume o que é feito na visita a Londrina e como a equipe combina a data com você.

Como organizar a viagem para aproveitar a visita?

Para aproveitar a viagem, concentre na mesma vinda tudo o que precisa do corpo presente, chegue com os exames de laboratório já prontos e reserve tempo de folga na agenda. A equipe orienta no agendamento o preparo e a forma de encaixar cada atendimento.

O que concentrar no mesmo dia

  • A consulta presencial, com o exame físico e o check-up funcional, que fazem parte dela.
  • Nutrição e fisioterapia, quando fazem parte do plano. São atendimentos presenciais que apoiam o acompanhamento médico, como mostra a página sobre a nutrição integrada ao acompanhamento médico.
  • As dúvidas que pedem exame do corpo, anotadas desde a última teleconsulta, para tratar delas enquanto o médico examina.

Antes de sair de casa

  • Faça os exames de laboratório pedidos com antecedência, para que os resultados cheguem à visita.
  • Siga as orientações de preparo que a equipe enviar para o check-up funcional.
  • Atualize a lista de medicamentos e suplementos, com dose e horário, incluindo o que outro médico da sua cidade receitou.
  • Separe os registros de peso, pressão e circunferência feitos em casa, com as datas.
  • Se você mede a pressão em casa, anote a marca e o modelo do aparelho e o tamanho do manguito.
  • Combine se um familiar vem junto ou participa dos próximos retornos por vídeo.

Folga na agenda

Não marque a volta colada no horário da consulta. Chegar às pressas, depois de horas de estrada, atrapalha a conversa e pode alterar medidas como a pressão, que a diretriz brasileira recomenda medir depois de alguns minutos de repouso, sentado e em silêncio [4]. Chegar com calma faz a visita render mais.

Para a lista completa do que ter em mãos, o artigo sobre o que levar na primeira consulta serve também para a visita de quem vem de longe.

Recepção e área de espera da Clínica Higashi Londrina
Recepção da Clínica Higashi Londrina, onde quem vem de outra cidade é recebido para a consulta presencial e o check-up funcional.

Como fazer os exames perto de casa sem perder a comparação?

Os exames de sangue e de urina podem ser feitos no laboratório da sua cidade, com o pedido digital da teleconsulta; o cuidado está em manter a comparação possível ao longo do tempo. Só o check-up funcional depende dos equipamentos da clínica.

  • Prefira o mesmo laboratório. Cada laudo traz os valores de referência do próprio laboratório, e manter o mesmo facilita comparar um resultado com o anterior.
  • Siga o preparo do laboratório. É o laboratório que informa o preparo de cada exame de sangue ou urina.
  • Guarde o PDF do laudo. O arquivo original é mais legível que uma foto e mantém datas, valores e unidades.
  • Envie pelo canal indicado pela equipe. O formulário do site não serve para enviar exames.
  • Nomeie os arquivos pela data. Um nome como “2026-10-exames-sangue” deixa a linha do tempo visível na hora da consulta.

Os exames do check-up funcional não têm equivalente no laboratório comum: a lista de exames feitos na clínica explica o que cada um mede. Pelo mesmo motivo, o resultado da balança de bioimpedância de casa ou da farmácia não substitui a bioimpedância da clínica, como explica o artigo calorimetria ou bioimpedância.

Como fica a comunicação entre uma consulta e outra?

Entre uma consulta e outra, o contato com a clínica é feito pela equipe, pelo WhatsApp (43) 99930-0218 ou pelo telefone (43) 3323-8744, para agendar, enviar exames e combinar visitas; dúvidas que pedem avaliação costumam virar uma consulta, por vídeo ou na clínica. A equipe orienta o caminho em cada caso.

Uma pasta de acompanhamento

Quem é acompanhado a distância ganha muito com uma só pasta, no celular ou no computador, com quatro partes:

  1. Exames em PDF, por data.
  2. Receitas e pedidos digitais, do jeito que chegaram.
  3. Medidas de casa numa planilha ou caderno, com data e horário.
  4. Perguntas para o próximo retorno, anotadas quando surgem, e não na véspera.

Se um familiar ajuda no cuidado, ele pode ter acesso à pasta e participar das consultas por vídeo, sempre com a sua concordância.

Por que manter o mesmo médico

A continuidade com o mesmo médico tem valor próprio. Uma revisão sistemática encontrou, em 18 de 22 estudos, associação entre mais continuidade do cuidado com o mesmo médico e menor mortalidade [9]. São estudos de observação, que não provam causa, mas reforçam a ideia de manter o vínculo. Na clínica, o Dr. Leonardo Higashi atende por vídeo e na visita, e a leitura do seu caso continua a mesma de uma consulta para outra.

Se outro médico da sua cidade mudar algum remédio, conte no retorno seguinte e atualize a lista. Um puxa o outro: um medicamento novo pode mexer em exames, no sono ou no apetite.

Quais medidas de casa ajudam no acompanhamento a distância?

As medidas de casa que mais ajudam são o peso, a pressão arterial e a circunferência abdominal, desde que feitas sempre do mesmo jeito e levadas para a consulta. Um número solto diz pouco; uma série medida com técnica mostra tendência.

Medir só ajuda quando o número volta para a consulta

Uma meta-análise com dados individuais de 25 ensaios clínicos sobre automedida da pressão mostrou que medir em casa, sozinho, não teve efeito claro sobre a pressão; o benefício cresceu quando a medida vinha acompanhada de apoio mais intenso da equipe de saúde [5]. A diretriz brasileira vai na mesma linha.

“…a MRPA pode ter um efeito benéfico na adesão à medicação e no controle da PA, especialmente quando combinada com orientação e aconselhamento.”

Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2020 [4]

MRPA é a monitorização residencial da pressão arterial, feita em casa com um protocolo combinado com o médico. Para quem é acompanhado a distância, a lição é prática: as medidas de casa valem mais quando chegam organizadas à teleconsulta.

MedidaComo fazer em casaO que levar para a teleconsulta
PesoMesma balança, de manhã, depois de ir ao banheiro e com roupa leve; também na manhã do dia da teleconsulta [7]A série com as datas, e não só o último número
Pressão arterialAparelho automático de braço validado; o de punho é desestimulado pela diretriz [4]A série combinada com o médico; a diretriz sugere pelo menos sete medidas num período de 16 a 72 horas, com data, horário e braço [4]
Circunferência abdominalFita rente à pele, sem apertar, sempre no mesmo ponto ósseo, como a borda de cima do osso do quadril [6]As medidas com data, para ver a tendência
Glicemia capilarSó se você já usa o aparelho por orientação médicaData, horário e relação com as refeições
Sono, intestino e disposiçãoDiário curto de alguns dias, com horáriosAs anotações, para a conversa sobre o conjunto

Três detalhes que mudam a leitura

  • A pressão de casa tem limites próprios. A diretriz brasileira usa limites mais baixos para a medida residencial do que para a do consultório: 130/80 mmHg em casa, equivalente a 140/90 mmHg no consultório [4]. Por isso, não compare o número de casa com a tabela do consultório; quem interpreta é o médico.
  • A fita de casa tende a marcar menos. A cintura medida pela própria pessoa concorda bem com a medida feita por profissional, mas costuma ficar de 1 a 3 cm abaixo dela [6]. Compare casa com casa, e deixe a comparação com a medida da clínica para o médico.
  • Pesar-se com regularidade não costuma aumentar a ansiedade. Em estudos com adultos em tratamento do peso, a pesagem regular apareceu associada a melhor evolução, e não a mais ansiedade ou desânimo [8]. Se a balança incomoda você, conte isso na consulta.

Na visita à clínica, o exame físico e o check-up funcional completam o que as medidas de casa não alcançam, como a composição corporal e o gasto de energia em repouso. Para entender em detalhe o que muda de um formato para outro, veja o que dá para fazer na consulta online e na presencial.

Quais erros mais atrapalham quem é acompanhado a distância?

Os erros que mais atrapalham quem é acompanhado a distância são adiar a visita à clínica, espalhar os exames por laboratórios e arquivos diferentes e medir em casa sem método. Todos se resolvem com um pouco de organização.

  • Adiar a visita indefinidamente. Sem o exame físico e o check-up funcional, o acompanhamento fica sem a medida do corpo e sem uma base para comparar.
  • Viajar sem os exames prontos. Se o laboratório entrega depois da visita, a consulta presencial perde parte do que poderia decidir.
  • Trocar de laboratório e de balança a toda hora. A comparação fica difícil quando muda o aparelho ou o método.
  • Medir a pressão só quando se sente mal. Uma medida isolada, num momento de mal-estar, não mostra o padrão do dia a dia.
  • Esquecer de contar o que outro médico mudou. Remédio novo, suspenso ou com dose diferente muda a leitura dos exames.
  • Guardar as dúvidas para a véspera. Anotadas na hora em que surgem, elas chegam mais completas à consulta.

Perguntas frequentes de quem mora fora de Londrina

Morando fora de Londrina, como funciona o acompanhamento na Clínica Higashi Londrina?

O acompanhamento alterna teleconsultas e visitas. A primeira conversa com o Dr. Leonardo Higashi pode ser por vídeo, com os exames que você já tem. A visita a Londrina é o momento do exame físico e do check-up funcional, e os retornos para ler exames e ajustar o plano podem ser por vídeo. As reavaliações presenciais são combinadas na consulta.

Preciso ir a Londrina antes da primeira teleconsulta?

Não. Quem mora fora de Londrina pode começar pela teleconsulta, com a sua história e os exames que já tem. A visita à clínica é marcada depois, para o exame físico e o check-up funcional, que fazem parte da consulta presencial.

O que dá para concentrar no dia da visita à clínica?

A visita reúne a consulta presencial, com o exame físico e o check-up funcional: bioimpedância InBody e Seca, calorimetria indireta, avaliação do sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBO. Quando nutrição ou fisioterapia fazem parte do plano, a equipe orienta no agendamento como encaixar esses atendimentos na mesma vinda.

Os exames de sangue precisam ser feitos em Londrina?

Não. Exames de sangue e de urina podem ser feitos no laboratório perto de casa, com o pedido digital da teleconsulta. Você envia os resultados à clínica pelo canal indicado pela equipe, e eles são lidos no retorno. Sempre que possível, use o mesmo laboratório, para facilitar a comparação.

Quais medidas de casa vale levar para a teleconsulta?

Se você tiver os aparelhos: peso medido na mesma balança, de manhã; pressão medida com aparelho de braço, em série, com data e horário; e circunferência abdominal medida sempre no mesmo ponto. Um diário curto de sono, intestino e disposição também ajuda. Os números ganham sentido quando são comparados ao longo do tempo.

De quanto em quanto tempo preciso voltar à clínica?

O intervalo entre as visitas é definido na consulta e muda de pessoa para pessoa. Costuma depender do motivo do acompanhamento, de como os exames evoluem e do momento de repetir o check-up funcional para comparar com o anterior.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

Conheça o Dr. Leonardo Higashi
Referências
  1. Kelly C, Hulme C, Farragher T, Clarke G. Are differences in travel time or distance to healthcare for adults in global north countries associated with an impact on health outcomes? A systematic review. BMJ Open. 2016;6(11):e013059.
  2. Greenhalgh T, Shaw S, Wherton J, Vijayaraghavan S, Morris J, Bhattacharya S, et al. Real-world implementation of video outpatient consultations at macro, meso, and micro levels: mixed-method study. J Med Internet Res. 2018;20(4):e150.
  3. American Diabetes Association Professional Practice Committee. 4. Comprehensive medical evaluation and assessment of comorbidities: Standards of Care in Diabetes—2025. Diabetes Care. 2025;48(Suppl 1):S59-S85.
  4. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 2021;116(3):516-658.
  5. Tucker KL, Sheppard JP, Stevens R, Bosworth HB, Bove A, Bray EP, et al. Self-monitoring of blood pressure in hypertension: a systematic review and individual patient data meta-analysis. PLoS Med. 2017;14(9):e1002389.
  6. Ross R, Neeland IJ, Yamashita S, Shai I, Seidell J, Magni P, et al. Waist circumference as a vital sign in clinical practice: a Consensus Statement from the IAS and ICCR Working Group on Visceral Obesity. Nat Rev Endocrinol. 2020;16(3):177-89.
  7. Benziger CP, Huffman MD, Sweis RN, Stone NJ. The Telehealth Ten: a guide for a patient-assisted virtual physical examination. Am J Med. 2021;134(1):48-51.
  8. Zheng Y, Klem ML, Sereika SM, Danford CA, Ewing LJ, Burke LE. Self-weighing in weight management: a systematic literature review. Obesity (Silver Spring). 2015;23(2):256-65.
  9. Pereira Gray DJ, Sidaway-Lee K, White E, Thorne A, Evans PH. Continuity of care with doctors—a matter of life and death? A systematic review of continuity of care and mortality. BMJ Open. 2018;8(6):e021161.

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.