Em resumo

  • Teleconsulta: é a consulta médica por vídeo da Clínica Higashi Londrina com o Dr. Leonardo Higashi, endocrinologista e nutrólogo, com a mesma conversa, a mesma leitura de exames e o mesmo plano da consulta presencial.
  • Para quem: quem mora fora de Londrina, quem já está em acompanhamento e precisa ler exames novos, quem tem a rotina apertada e famílias que acompanham os pais a distância.
  • Do agendamento à receita: agendamento pelo WhatsApp ou telefone, envio dos exames, link da consulta, conversa por vídeo e receitas e pedidos de exame em arquivo digital, com assinatura eletrônica.
  • Na clínica, em Londrina: exame físico, check-up funcional (que faz parte da consulta presencial), procedimentos, nutrição e fisioterapia.
  • Evidência: revisões de estudos mostram que a telemedicina pode ajudar no cuidado do diabetes e do peso, sobretudo quando mantém o acompanhamento regular e complementa as consultas presenciais [1,6,9].
  • Preparo: lugar reservado, conexão testada, lista de medicamentos com as doses, exames em PDF e, se você tiver aparelhos em casa, registros de peso e pressão medidos do jeito certo.

O que é a teleconsulta na Clínica Higashi Londrina?

A teleconsulta da Clínica Higashi Londrina é uma consulta médica por vídeo, com horário marcado, feita pelo Dr. Leonardo Higashi (CRM-PR 25067), especialista em Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) e em Nutrologia (RQE 2685). Ela serve para começar ou continuar o acompanhamento sem precisar viajar a cada consulta.

A dúvida mais comum é "consulta por vídeo é consulta de verdade?". A resposta é sim. A conversa sobre a sua história, a leitura dos exames, as decisões sobre o tratamento e os documentos são os mesmos. O que muda é tudo o que depende de tocar, examinar ou medir o corpo: isso fica para a visita à clínica.

Teleconsulta, telemedicina e telessaúde: qual a diferença?

Os três nomes aparecem misturados, mas cada um tem um alcance:

  • Telessaúde é o nome mais amplo: qualquer serviço de saúde feito a distância com ferramentas digitais, como vídeo, aplicativos e monitoramento remoto, incluindo educação e apoio administrativo [1].
  • Telemedicina é a parte da telessaúde voltada ao cuidado clínico a distância: avaliação, tratamento e consultas em tempo real [1].
  • Teleconsulta é a consulta em si, quando médico e paciente conversam por vídeo no horário combinado.

O mesmo olhar amplo, a distância

Na teleconsulta, a avaliação não se limita ao exame alterado. A conversa passa pelos hormônios (insulina, tireoide, hormônios sexuais, cortisol), pelo intestino, pelo sono e pelo horário das refeições, pelo estresse, pelos medicamentos em uso, pelas vitaminas e minerais, pela exposição a toxinas do dia a dia e pelo histórico de dietas e de efeito sanfona.

Esses fatores se influenciam. Uma noite mal dormida aumenta a fome no dia seguinte, a fome desorganiza as refeições, as refeições fora de hora pioram o intestino e o cansaço tira o ânimo para se mexer. Um puxa o outro. Por isso a consulta olha o conjunto, e é esse o sentido do lema da clínica desde 1971, o "equilíbrio global da saúde". Esse jeito de investigar também aparece na página sobre o que a abordagem integrativa e funcional investiga.

Para quem a teleconsulta faz sentido?

A teleconsulta faz sentido para quem mora fora de Londrina, para quem já está em acompanhamento e precisa ler exames novos, para quem tem pouco tempo para se deslocar e para quem quer começar a avaliação antes de vir à clínica. Ela é feita com horário marcado e combina com questões hormonais, metabólicas e nutricionais, que se constroem ao longo de semanas e meses.

Os perfis mais comuns

  • Quem mora fora de Londrina: faz as consultas por vídeo e vem à clínica para o exame físico e o check-up funcional.
  • Quem já faz acompanhamento na clínica: os retornos para ler exames novos e ajustar o plano podem ser por vídeo, entre uma visita e outra.
  • Quem chegou com um exame alterado: glicose, hemoglobina glicada, TSH, colesterol ou vitamina D fora do esperado são um bom ponto de partida para a conversa, como acontece no cuidado de pré-diabetes e diabetes com o endocrinologista.
  • Quem tem dúvidas de nutrição médica: cansaço com suspeita de falta de ferro ou de vitamina B12, perda de massa muscular e suplementos tomados por conta própria entram na avaliação de deficiências nutricionais na nutrologia.
  • Quem tem a rotina apertada: sem trânsito e sem estacionamento, a consulta cabe num intervalo do trabalho, desde que em um lugar reservado.
  • Famílias que acompanham os pais: o filho ou a filha pode participar da consulta por vídeo, mesmo de outra cidade, para ajudar a contar a história e a organizar os medicamentos.

Quando vale começar pela visita presencial

Algumas situações rendem mais quando a primeira conversa já acontece na clínica. É o caso de quem mora em Londrina e pode vir sem dificuldade, de quem tem uma queixa que depende muito do exame físico e de quem busca um tratamento feito na clínica, como os do programa de dor. A equipe ajuda a escolher o formato no agendamento.

Como funciona a teleconsulta, do agendamento à receita digital?

A teleconsulta segue cinco etapas: agendamento e cadastro, envio dos exames, link da consulta, conversa por vídeo com o médico e envio dos documentos em formato digital. Cada etapa tem um cuidado simples que faz diferença no dia.

  1. Agendamento e cadastro

    Pelo WhatsApp (43) 99930-0218 ou pelo telefone (43) 3323-8744, você escolhe o horário. A equipe envia o cadastro do paciente e informa o valor e as formas de pagamento. O atendimento é particular.

  2. Envio dos exames

    A equipe explica por qual canal enviar os exames antes da consulta. Sempre que possível, mande o arquivo em PDF que o laboratório entregou, e não uma foto da folha impressa: o PDF é mais legível e mantém as datas e os valores de cada exame.

  3. Link e orientações

    Você recebe o link da consulta por vídeo e as orientações para entrar no horário. Abra o link alguns minutos antes para conferir câmera, microfone e som.

  4. A consulta por vídeo

    O Dr. Leonardo Higashi revisa a sua história, os sintomas, a rotina, os medicamentos e suplementos e os exames. Ele explica o que encontrou, o que ainda precisa ser investigado e quais são os próximos passos, incluindo o que fica para a visita à clínica.

  5. Documentos e próximo passo

    Receitas e pedidos de exame chegam em arquivo digital, com assinatura eletrônica. O retorno é combinado por vídeo ou na clínica, conforme o caso.

Na página da telemedicina, o passo a passo da teleconsulta com o Dr. Leonardo Higashi mostra as mesmas etapas de forma resumida, com os canais de agendamento.

Ambiente e conexão: o mínimo para a consulta correr bem

Um celular ou computador com câmera, microfone e internet estável é o suficiente. O que mais atrapalha costuma ser o ambiente, e não o aparelho: barulho, gente passando por trás e luz de uma janela às costas, que deixa o rosto escuro na tela. Um lugar reservado, com luz de frente e o aparelho apoiado na mesa, resolve a maior parte dos problemas.

Como usar e conferir a receita e o pedido de exame digitais?

A receita e o pedido de exame da teleconsulta chegam como arquivo digital assinado eletronicamente pelo médico, e é o próprio arquivo que carrega a assinatura que permite conferir se o documento é autêntico. Por isso, o arquivo original é o que vale.

A assinatura eletrônica usada em documentos médicos é ligada a um certificado digital pessoal do médico. Ela registra quem assinou e quando, e mostra se o arquivo foi alterado depois da assinatura. Muitos documentos trazem ainda um QR code ou um código de verificação que leva à versão autenticada.

Como conferir uma receita digital, passo a passo

  1. Guarde o arquivo original. Salve o PDF do jeito que chegou, numa pasta própria. Não edite, não junte com outros arquivos e não converta para imagem.
  2. Confira os dados. Veja se estão certos o seu nome completo, o nome e o CRM do médico e a data de emissão.
  3. Use o QR code ou o código, quando houver. Ele abre a versão do documento guardada pelo sistema que emitiu a receita, para comparar com a que você tem.
  4. Confira a assinatura no próprio PDF. Um validador oficial de assinaturas digitais, ou um leitor de PDF que mostre o painel de assinaturas, indica quem assinou e se o arquivo continua íntegro.
  5. Apresente o arquivo na farmácia ou no laboratório. Mostre o PDF no celular ou envie pelo canal que eles indicarem. Muitos já conferem a assinatura no próprio balcão.

Print de tela não é receita

A assinatura digital fica gravada dentro do arquivo. Uma foto, um print da tela ou uma cópia impressa sem QR code perdem essa assinatura e podem ser recusados. Na dúvida, envie o PDF original.

Pedidos de exame feitos na sua cidade

Os exames de sangue e de urina podem ser feitos no laboratório perto de casa, com o pedido digital. O laboratório informa o preparo de cada exame. Depois, você envia os resultados à clínica, e eles são lidos no retorno, por vídeo ou na visita.

Alguns tipos de receita seguem regras próprias de emissão e de validade. Quando for o caso, a equipe orienta como usar cada documento.

O que dá para fazer por vídeo e o que pede visita à clínica?

Por vídeo dá para conversar sobre a história, ler exames, definir o plano, ajustar o tratamento e receber receitas e pedidos de exame; o exame físico, o check-up funcional, os procedimentos, a nutrição e a fisioterapia acontecem na clínica, em Londrina. A teleconsulta é feita só pelo médico, e a equipe de apoio participa nas visitas.

Etapa do cuidadoPor vídeoNa clínica, em LondrinaPor quê
História, sintomas, rotina, sono, intestino e estresseSimSimDepende da conversa, e a conversa é a mesma nos dois formatos
Leitura de exames de laboratórioSimSimOs resultados chegam em arquivo e podem ser lidos na tela
Plano explicado, receitas e pedidos de exameSim, em arquivo digital com assinatura eletrônicaSimOs documentos digitais têm a mesma função dos impressos
Retornos para ajustar o planoSimSimCombinam bem com exames feitos na sua cidade
Exame físico: pressão arterial, circunferência abdominal, tireoide, pele e pésFica para a visitaSimPede contato, instrumentos e técnica padronizada
Check-up funcional: bioimpedância InBody e Seca, calorimetria indireta, sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBOFica para a visitaSim, dentro da consulta presencialÉ feito com os equipamentos da clínica, e repetir nos mesmos aparelhos permite comparar resultados
Procedimentos do programa de dor, ozonioterapia e neuromodulaçãoFica para a visitaSimSão feitos na clínica, depois da avaliação
Nutrição e fisioterapiaFica para a visitaSim, como apoio ao acompanhamento médicoO atendimento da equipe de apoio é presencial

Por que o exame físico continua importando

A câmera mostra muita coisa, mas não mede a pressão, não sente o tamanho da tireoide, não avalia a sensibilidade dos pés de quem tem diabetes e não confere a circunferência abdominal com fita e técnica padronizada. Nem toda situação clínica cabe numa consulta por vídeo [2], e é por isso que o acompanhamento alterna os formatos em vez de escolher só um.

O check-up funcional faz parte da consulta presencial

Na visita a Londrina, a consulta inclui o check-up funcional, com cinco exames feitos na própria clínica:

  • Bioimpedância InBody e Seca: mostra a composição do corpo, com músculo, gordura e água.
  • Calorimetria indireta: mede o gasto de energia em repouso a partir da respiração.
  • Avaliação do sistema nervoso autônomo: mostra como o corpo responde ao estresse.
  • Espirometria: avalia a capacidade respiratória.
  • Teste respiratório para SIBO: investiga gases ligados ao crescimento de bactérias no intestino delgado.

O que cada um mede está detalhado na lista de exames do check-up funcional. A logística da visita, como o preparo, é informada pela equipe no agendamento.

Consultório da Clínica Higashi Londrina com mesa, computador e cadeira verde
Consultório da Clínica Higashi Londrina. Na visita presencial, a consulta inclui o exame físico e o check-up funcional.

Como combinar teleconsulta e visitas ao longo do acompanhamento?

O acompanhamento costuma alternar os dois formatos: as visitas à clínica reúnem o exame físico e o check-up funcional, e as teleconsultas cuidam dos retornos para ler exames e ajustar o plano. O intervalo entre uma etapa e outra é definido na consulta e muda de pessoa para pessoa.

  1. O começo, por vídeo ou na clínica

    Quem mora longe pode começar pela teleconsulta, com a história e os exames que já tem. Nesse caso, a primeira visita a Londrina é marcada para o exame físico e o check-up funcional. Quem pode vir à clínica faz tudo isso na primeira consulta presencial.

  2. A visita a Londrina

    É o momento do exame físico e do check-up funcional. Quando nutrição ou fisioterapia fazem parte do plano, a mesma vinda pode incluir o atendimento da equipe de apoio, como a nutrição integrada ao acompanhamento médico.

  3. Os retornos por vídeo

    Os exames de laboratório são feitos na sua cidade, os resultados chegam à clínica e a teleconsulta é usada para ler os números, ver como você está e ajustar o plano.

  4. As reavaliações presenciais

    De tempos em tempos, você volta à clínica para repetir o exame físico e o check-up nos mesmos aparelhos. Comparar o resultado novo com o anterior ajuda a ver o que mudou no corpo, além do peso da balança.

Exemplo ilustrativo

Uma paciente que mora em outra cidade recebe um TSH alterado e sente cansaço há meses. Ela faz a primeira conversa por vídeo, com os exames que já tem, e recebe pedidos de exames complementares para fazer perto de casa. Na visita a Londrina, passa pelo exame físico e pelo check-up funcional. Os retornos seguintes são por vídeo, para ler os exames novos, e as reavaliações acontecem na clínica. Este exemplo é uma ilustração: cada acompanhamento é organizado conforme o caso.

Como aproveitar a viagem a Londrina

  • Combine a data da visita com a equipe com antecedência e siga as orientações de preparo que ela enviar.
  • Leve os exames mais recentes e a lista de medicamentos atualizada, mesmo que já tenham sido enviados.
  • Anote as dúvidas que surgiram desde a última teleconsulta, para tratar delas no exame físico.
  • Se a família acompanha o cuidado, combine quem vem junto ou quem participa da próxima teleconsulta.
Recepção e área de espera da Clínica Higashi Londrina
Recepção da Clínica Higashi Londrina, onde quem faz teleconsulta é recebido nas visitas para o exame físico e o check-up funcional.

Como se preparar para a teleconsulta: checklist técnico e clínico

Uma boa teleconsulta depende de três preparos: o técnico (aparelho, conexão e lugar), o clínico (medicamentos, exames e sintomas) e as medidas de casa, quando você tiver aparelhos para fazê-las. Um pouco de preparo na véspera costuma render uma consulta mais produtiva.

Checklist técnico

  • Celular ou computador com câmera e microfone, com bateria carregada ou ligado na tomada.
  • Internet estável. Prefira a rede da sua casa a uma rede pública e faça um teste de vídeo antes.
  • Lugar reservado e silencioso, com a luz de frente para o rosto, e não atrás.
  • Aparelho apoiado na mesa, na altura dos olhos. Fone de ouvido ajuda na privacidade.
  • Entrar alguns minutos antes e ter à mão o telefone da clínica, (43) 3323-8744, caso a conexão falhe.
  • Fazer a consulta parado, nunca dirigindo ou em trânsito.

Checklist clínico

  • Lista de todos os medicamentos e suplementos, com nome, dose e horário. Fotos das caixas ajudam, inclusive de chás e fitoterápicos.
  • Exames dos últimos meses em PDF, organizados por data, e exames antigos que permitam comparar.
  • Laudos e relatórios de outros médicos e exames de imagem que você já tenha feito.
  • O que você já tentou: dietas, tratamentos anteriores e como o corpo respondeu. Isso faz parte da avaliação.
  • Anotações de alguns dias sobre sono, refeições, intestino e disposição, se você tiver.
  • Perguntas escritas em ordem de prioridade, com as mais importantes no começo.

Medidas de casa, se você tiver aparelhos

Medidas feitas em casa ajudam a conversa por vídeo, desde que sejam feitas sempre do mesmo jeito. Um número medido de qualquer forma diz pouco; uma série medida com técnica mostra tendência.

Peso

Use sempre a mesma balança, no mesmo horário, de preferência de manhã, depois de ir ao banheiro e com roupa leve. Anote a data de cada medida. Em estudos com pessoas em tratamento do peso, a pesagem regular aparece associada a melhores resultados e não a mais ansiedade ou desânimo [3]. Balanças diferentes podem dar números diferentes, por isso não compare a da farmácia com a de casa.

Pressão arterial

A diretriz brasileira de hipertensão lembra que a medida feita em casa sem protocolo é tomada ao acaso e tem limites [4]. Seguir a técnica torna os números comparáveis:

  • Prefira um aparelho de braço validado, com manguito do tamanho do seu braço [4,5].
  • Esvazie a bexiga, evite exercício na hora anterior e não tome café ou bebida alcoólica, não coma e não fume nos 30 minutos anteriores [4].
  • Fique sentado em silêncio por 5 minutos, com as costas apoiadas, as pernas descruzadas, os pés no chão e o braço apoiado na altura do coração [4].
  • Não converse durante a medida e repita a leitura com intervalo de 1 a 2 minutos [4].
  • Anote os valores com data, horário e o braço usado.

Glicemia capilar

Se você já usa glicosímetro por orientação médica, leve os registros com data, horário e a relação com as refeições (em jejum, antes ou depois de comer). Os números ganham sentido quando aparecem junto com a rotina.

Medida de casa não substitui o exame físico

Os registros de casa enriquecem a teleconsulta, mas o exame físico e o check-up funcional continuam sendo feitos na visita à clínica.

O que os estudos mostram sobre telemedicina em diabetes e obesidade?

Revisões sistemáticas mostram que a telemedicina pode ajudar no cuidado do diabetes e do peso, com benefícios maiores quando ela mantém o acompanhamento regular, permite ajustar o tratamento e complementa as consultas presenciais. A qualidade das evidências varia, e os estudos avaliam programas, não um consultório específico.

Diabetes

Uma revisão com 111 ensaios clínicos randomizados, que comparou telemedicina com o cuidado habitual em adultos com diabetes, encontrou melhora da hemoglobina glicada, o exame que reflete a média da glicose dos últimos meses. O efeito foi maior nos modelos que permitiam ajustar o tratamento a distância, e não houve efeito claro sobre qualidade de vida [6].

Uma revisão de revisões chegou a conclusões parecidas e acrescentou dois pontos: o benefício parece maior em quem tem diagnóstico recente ou glicose mais descontrolada no início, e a qualidade geral das evidências é baixa a muito baixa, o que pede cautela na interpretação [7]. A revisão Cochrane sobre telemedicina interativa também indica que ela pode melhorar o controle da glicose em pessoas com diabetes quando comparada ao cuidado habitual [8].

“A telessaúde deve ser usada para complementar, e não substituir, as consultas presenciais no controle ideal da glicemia.”

American Diabetes Association, 2025 [1]

Obesidade e peso

Uma revisão com 25 ensaios clínicos encontrou melhora do índice de massa corporal com intervenções de telemedicina, mas só as que duraram 6 meses ou mais tiveram diferença significativa em relação ao grupo de comparação [9]. Outra revisão, com 16 estudos em adultos acima dos 40 anos, também viu diferenças maiores nas intervenções mais longas [10].

Já os programas de emagrecimento feitos só pela internet, quando comparados a programas presenciais, mostraram vantagem no curto prazo que não se manteve no longo prazo [11]. Juntos, esses dados reforçam uma ideia simples: o que ajuda é a continuidade do acompanhamento, com avaliação e ajustes, e não o vídeo por si só.

O que os pacientes valorizam

Uma revisão sobre satisfação com a telessaúde apontou, entre os fatores mais citados, a facilidade de uso, a melhor comunicação com a equipe e o menor tempo de deslocamento [12]. Para quem mora longe, isso costuma ser o que permite manter os retornos em dia.

O que os estudos não dizem

Os estudos misturam formatos diferentes, como telefone, mensagens, aplicativos e vídeo, e populações diferentes. Eles mostram o potencial da telemedicina, não uma previsão para cada pessoa. A resposta ao tratamento varia, e é a avaliação individual que define o plano.

Na clínica, a teleconsulta é feita pelo Dr. Leonardo Higashi, que reúne as especialidades em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e uma formação complementar em medicina funcional e ortomolecular, com o mesmo cuidado da consulta presencial.

Como ficam a privacidade e os seus dados na teleconsulta?

Na teleconsulta, as informações de saúde seguem o mesmo sigilo médico da consulta presencial, e alguns cuidados simples do seu lado ajudam a protegê-las. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trata os dados de saúde como dados pessoais sensíveis, que pedem cuidado redobrado de quem os recebe e guarda.

A Clínica Higashi Londrina usa os dados que você envia para o atendimento e o acompanhamento, e a Política de Privacidade do site explica como eles são tratados. Do seu lado, valem estes cuidados:

  • O link da consulta é pessoal. Não compartilhe com outras pessoas.
  • Prefira a internet de casa a redes públicas, como as de shoppings e aeroportos.
  • Envie exames e documentos só pelo canal indicado pela equipe. O formulário do site não serve para enviar exames.
  • Em computador compartilhado, saia das contas e apague os arquivos baixados depois de salvá-los no seu aparelho.
  • Guarde receitas e pedidos numa pasta própria, com nome claro, para achar rápido na farmácia e no laboratório.
  • Um familiar participa da consulta só se você quiser. Avise a equipe no agendamento.

Quais são os erros mais comuns na teleconsulta e como evitar?

Os erros mais comuns na teleconsulta são entrar sem os exames organizados, esquecer a lista de medicamentos, escolher um lugar sem privacidade e tratar a consulta por vídeo como se ela dispensasse a visita à clínica. Quase todos se resolvem com preparo.

  1. Mandar foto do exame no lugar do PDF. Fotos tortas ou cortadas escondem valores e datas. O arquivo do laboratório é mais legível.
  2. Contar os medicamentos de memória. Doses e horários costumam sair errados, e suplementos e chás são esquecidos, embora possam interferir em exames e no tratamento.
  3. Fazer a consulta no carro ou no meio do escritório. Sem privacidade, a pessoa deixa de contar detalhes importantes, como intestino, libido ou ânimo.
  4. Medir a pressão logo depois de subir a escada ou tomar café. O número sobe por causa da situação, e não do corpo em repouso.
  5. Deixar a pergunta principal para o fim. Comece pelo que mais preocupa, para que haja tempo de conversar sobre isso.
  6. Imprimir ou fotografar a receita digital. A cópia perde a assinatura eletrônica. Apresente o PDF original.
  7. Adiar a visita do check-up indefinidamente. Sem o exame físico e o check-up funcional, a avaliação fica sem as medidas do corpo.
  8. Achar que a teleconsulta é uma consulta mais simples. É o mesmo médico, com a mesma atenção. O que muda é o que depende de medir o corpo.

Glossário da teleconsulta

Teleconsulta
Consulta médica feita por vídeo, em tempo real, com horário marcado.
Telemedicina
Cuidado clínico a distância, como avaliação, tratamento e consultas, feito com ferramentas digitais.
Telessaúde
Nome mais amplo para serviços de saúde a distância, que inclui telemedicina, educação em saúde e monitoramento remoto.
Telemonitoramento
Acompanhamento de medidas feitas fora do consultório, como pressão ou glicose, enviadas para a equipe de saúde.
Assinatura eletrônica
Forma de assinar documentos digitais que identifica quem assinou e mostra se o arquivo foi alterado depois.
Certificado digital
Identidade eletrônica pessoal usada para assinar documentos, ligada ao nome e ao registro do profissional.
Código de verificação
QR code ou sequência de caracteres no documento que permite conferir a versão autenticada.
Automedida da pressão arterial
Medida da pressão feita pela própria pessoa, em casa, com aparelho automático.
Exame físico
Parte da consulta em que o médico examina o corpo, mede a pressão e a circunferência abdominal e avalia órgãos como a tireoide.
Check-up funcional
Conjunto de cinco exames feitos na Clínica Higashi Londrina dentro da consulta presencial: bioimpedância, calorimetria indireta, sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBO.
Hemoglobina glicada
Exame de sangue que reflete a média da glicose dos últimos meses, usado no acompanhamento do diabetes.
Dado pessoal sensível
Categoria da lei de proteção de dados que inclui as informações de saúde e pede cuidado maior no uso e na guarda.

Perguntas frequentes sobre a teleconsulta

Como funciona a teleconsulta com endocrinologista e nutrólogo na Clínica Higashi Londrina?

A teleconsulta é uma consulta por vídeo com o Dr. Leonardo Higashi, endocrinologista e nutrólogo. Você agenda pelo WhatsApp ou pelo telefone, envia os exames antes, recebe o link e conversa com o médico no horário marcado. Receitas e pedidos de exame chegam em arquivo digital, com assinatura eletrônica. O exame físico e o check-up funcional são feitos na visita à clínica, em Londrina.

A primeira consulta pode ser por teleconsulta?

Sim, para quem mora fora de Londrina. A avaliação começa pela sua história e pelos exames que você já tem, e a visita à clínica é marcada para o exame físico e o check-up funcional, que fazem parte da consulta presencial. Quem pode vir à clínica faz tudo na primeira consulta presencial.

A receita digital da teleconsulta vale na farmácia?

Sim. A receita é emitida em arquivo digital com a assinatura eletrônica do médico, e a farmácia pode conferir a autenticidade pelo próprio arquivo ou pelo código de verificação. Apresente o PDF original, e não uma foto ou um print. Alguns tipos de receita têm regras próprias, e a equipe orienta quando for o caso.

Posso fazer os exames de laboratório na minha cidade?

Sim. Exames de sangue e de urina podem ser feitos no laboratório perto de casa, com o pedido digital. Você envia os resultados à clínica, e eles são lidos no retorno. Só o exame físico e o check-up funcional exigem a visita a Londrina.

Quando preciso ir à clínica em Londrina?

Para o exame físico e o check-up funcional, com bioimpedância InBody e Seca, calorimetria indireta, avaliação do sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBO. Também são presenciais os procedimentos e o atendimento de nutrição e fisioterapia. A equipe combina a data e envia as orientações de preparo.

Como nutrição e fisioterapia entram no acompanhamento de quem faz teleconsulta?

Nutrição e fisioterapia são atendimentos presenciais da clínica, em Londrina, que apoiam o acompanhamento médico. Quando fazem parte do plano, podem ser marcados na mesma vinda do exame físico e do check-up funcional. Entre uma visita e outra, o acompanhamento médico continua por vídeo.

Um familiar pode participar da teleconsulta?

Sim. Um filho, uma filha ou outro familiar pode acompanhar a consulta por vídeo, mesmo de outra cidade, para ajudar a contar a história, organizar os medicamentos e combinar os retornos. Avise a equipe no agendamento.

O que fazer se a internet cair durante a consulta?

Tente entrar de novo pelo mesmo link e, se não conseguir, ligue para a clínica no (43) 3323-8744 para combinar com a equipe como seguir. Testar a conexão antes, usar a internet de casa e deixar o aparelho carregado reduz bastante esse risco.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

Conheça o Dr. Leonardo Higashi
Referências
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As informações deste guia têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.