Em resumo

  • Check-up funcional: cinco exames feitos na própria Clínica Higashi Londrina, dentro da primeira consulta, para mostrar como o corpo está funcionando hoje, e não só se há uma doença.
  • Os cinco exames: bioimpedância InBody e Seca (do que o corpo é feito), calorimetria indireta (quanto ele gasta em repouso), avaliação do sistema nervoso autônomo (como alterna entre estresse e descanso), espirometria (como respira) e teste respiratório de hidrogênio e metano (se o intestino delgado participa dos sintomas).
  • Um puxa o outro: sono, estresse, apetite, músculo, gasto de energia, respiração e intestino se influenciam. Por isso os resultados são lidos juntos, com a sua história e os seus exames de laboratório.
  • Nenhum exame decide sozinho: cada um responde a uma pergunta. O diagnóstico e o plano saem da consulta médica.
  • Ponto de partida: o check-up vira a base das reavaliações, feitas no mesmo equipamento e com o mesmo preparo. As orientações de preparo são enviadas pela equipe no agendamento.

O que é o check-up funcional da primeira consulta?

O check-up funcional é o conjunto de cinco exames que a Clínica Higashi Londrina faz dentro de toda primeira consulta para entender como o seu corpo está funcionando: do que ele é feito, quanto gasta em repouso, como responde ao estresse, como respira e como o intestino delgado fermenta o que chega até ele. Os exames são feitos na própria clínica, em Londrina, e lidos pelo Dr. Leonardo Higashi, MÉDICO, CRM-PR 25067, junto com a sua história.

O check-up não é um pacote que se agenda à parte. Ele faz parte da consulta, porque um número só ganha sentido quando quem o interpreta conhece os seus sintomas, os tratamentos que você já fez e os exames que você traz.

O que "funcional" quer dizer aqui

Muitos exames de rotina respondem a uma pergunta de sim ou não: o valor está dentro ou fora da faixa esperada? Essa pergunta é importante, mas deixa de fora outra, igualmente útil: como os sistemas do corpo estão trabalhando no dia a dia? O check-up funcional olha para essa segunda pergunta. Ele mede capacidades, como gastar energia, preservar músculo, alternar entre alerta e descanso e mover o ar, que podem mudar antes de qualquer doença aparecer no laudo.

"Meus exames estão normais, mas eu não me sinto bem"

Essa é uma das frases mais comuns na primeira consulta. A resposta curta é que exame normal e corpo funcionando bem não são a mesma coisa. Uma pessoa pode ter glicemia e colesterol dentro da faixa e, ao mesmo tempo, ter perdido massa muscular, dormir mal há meses, viver em estado de alerta constante e ter o intestino inchado todos os dias. Cada um desses pontos pesa na energia, no apetite e no peso, e nenhum deles aparece num hemograma.

Equilíbrio global da saúde, na prática

O lema da clínica desde a fundação, em 1971, é o equilíbrio global da saúde. No check-up, isso significa olhar o conjunto: hormônios, intestino, sono, estresse, inflamação, nutrientes, medicamentos em uso e exposição a toxinas ambientais. É a mesma lógica da abordagem de medicina integrativa e funcional, que investiga os fatores que se influenciam, aplicada à avaliação.

Quais são os cinco exames e o que cada um responde?

Cada exame do check-up responde a uma pergunta diferente sobre o corpo, e juntos formam um retrato de como ele funciona hoje. A tabela abaixo resume o que cada um mede, como é feito e o que ele não responde sozinho.

ExamePergunta que respondeComo é feitoO que pode alterarO que não responde sozinho
Bioimpedância InBody e SecaDo que o meu corpo é feito?De pé na plataforma, segurando os eletrodos de mãoHidratação, refeição, exercício, ciclo menstrualForça muscular e risco de doença
Calorimetria indiretaQuanto o meu corpo gasta em repouso?Respirando normalmente pelo equipamento, em repousoComida, cafeína, nicotina, atividade física antesGasto do dia inteiro e causa de um gasto baixo
Sistema nervoso autônomoComo o corpo alterna entre estresse e descanso?Sensores registram os batimentos em repouso e em manobras simplesSono da noite anterior, cafeína, treino, posição, horárioDiagnóstico de ansiedade, depressão ou doença do coração
EspirometriaComo está a capacidade respiratória?Encher os pulmões e soprar com força pelo bocal, algumas vezesEsforço no sopro, cigarro, exercício intenso antes, roupa apertadaCondicionamento físico e causa da falta de fôlego
Teste de hidrogênio e metanoO intestino delgado participa dos sintomas?Beber uma solução de açúcar e soprar em bolsas de coleta, em intervalosAlimentação dos dias anteriores, medicamentos recentesTodas as causas de inchaço e desconforto

A ficha de cada exame, com o que mostra na avaliação, está na página dos exames do check-up funcional feitos na Clínica Higashi Londrina. Nas seções a seguir, este guia aprofunda o que a ficha resume: o mecanismo de cada medida, os limites dela e como ela conversa com as outras.

Bioimpedância InBody e Seca: do que o seu corpo é feito?

A bioimpedância estima quanto do seu peso é músculo, gordura e água, a partir da resistência que o corpo oferece a uma corrente elétrica muito leve, que você não sente. Músculo tem muita água e deixa a corrente passar com facilidade; gordura tem pouca água e oferece mais resistência. Com essa diferença e equações validadas, o aparelho calcula a composição corporal[1].

Como é feito

Você fica de pé sobre a plataforma, descalço, segurando os eletrodos de mão. Os aparelhos InBody e Seca da clínica são multissegmentados: leem separadamente cada braço, cada perna e o tronco. Isso mostra, por exemplo, se uma perna tem menos músculo do que a outra depois de uma lesão, um dado que também orienta a fisioterapia da clínica, como apoio ao acompanhamento médico.

O que entra no laudo

  • Massa muscular esquelética e massa livre de gordura
  • Gordura corporal, em quilos e em percentual
  • Estimativa da gordura visceral, a que fica ao redor dos órgãos do abdômen
  • Água corporal e a distribuição entre dentro e fora das células
  • Distribuição de músculo e gordura por segmento do corpo

A gordura visceral merece atenção especial. Uma declaração de posição da Sociedade Internacional de Aterosclerose e de um grupo internacional de estudo do risco cardiometabólico a descreve como marcador de risco cardiovascular e metabólico independente do peso, e defende que o cuidado olhe para ela, e não só para a balança[2].

O que pode alterar o resultado

Como a medida depende da água do corpo, tudo o que muda a hidratação muda o laudo: refeição ou bebida pouco antes, exercício, bexiga cheia, fase do ciclo menstrual e inchaço. As diretrizes da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) apontam que o exame funciona bem em pessoas com hidratação estável e que a leitura deve ser cautelosa nos extremos de peso e quando há retenção ou perda de líquidos[3]. Quem usa marca-passo ou outro dispositivo eletrônico implantado avisa a equipe antes, para que a indicação seja avaliada.

O que a bioimpedância não responde sozinha

A bioimpedância estima quantidade de músculo, mas não mede força. O consenso europeu sobre sarcopenia coloca a força muscular baixa como a característica principal da perda muscular com a idade, e usa a quantidade de músculo para confirmar o quadro[4]. Por isso, um laudo com massa muscular "dentro do esperado" não encerra a conversa sobre fraqueza, quedas ou cansaço no esforço: a consulta pergunta como está a sua força no dia a dia e examina você.

Calorimetria indireta: quanto o seu corpo gasta em repouso?

A calorimetria indireta mede o gasto energético de repouso, a energia que o corpo usa para manter respiração, circulação, temperatura e órgãos funcionando, a partir do oxigênio consumido e do gás carbônico eliminado enquanto você respira normalmente pelo equipamento. É uma medida do seu corpo, e não uma estimativa por média da população.

Sem o exame, o gasto de repouso é calculado por fórmulas que usam peso, altura, idade e sexo. Uma revisão sistemática mostrou que mesmo a fórmula mais confiável erra por mais de 10% em parte das pessoas, com e sem obesidade[5]. Para quem já fez muitas dietas, essa diferença pode explicar por que um plano "certo no papel" não funciona na vida real.

O que pode alterar o resultado

Comida, álcool, cafeína e nicotina aumentam o gasto por algumas horas depois do consumo, e a atividade física moderada ou intensa deixa efeito por mais tempo. Uma revisão sistemática sobre a forma correta de medir recomenda controlar esses fatores e reservar um período de descanso antes do exame[6]. É por isso que as orientações de preparo enviadas no agendamento importam tanto: elas tornam a medida confiável e comparável.

O que a calorimetria não responde sozinha

O exame mostra quanto você gasta em repouso, não quanto gasta no dia inteiro, que depende também do movimento e do exercício. E um gasto abaixo do esperado não diz, sozinho, o motivo: pode refletir pouca massa muscular, uma fase depois de grande perda de peso ou uma questão hormonal, que é investigada na consulta e nos exames de sangue.

Avaliação do sistema nervoso autônomo: como o corpo alterna entre estresse e descanso?

A avaliação do sistema nervoso autônomo mede a variabilidade da frequência cardíaca, isto é, as pequenas diferenças de tempo entre um batimento e o seguinte, que mostram como o corpo alterna entre o modo de alerta e o modo de descanso. O sistema nervoso autônomo é a parte do sistema nervoso que trabalha sem você pensar: controla batimentos, pressão, digestão, suor e respiração.

Ele tem dois ramos. O simpático acelera, prepara para a ação e para o estresse. O parassimpático, em grande parte pelo nervo vago, desacelera e favorece o descanso, a digestão e a recuperação. Um corpo saudável troca de um modo para o outro o tempo todo, e essa troca aparece no intervalo entre os batimentos.

“Um coração saudável não é um metrônomo.”

Shaffer e Ginsberg, 2017 [7]

Por que variar é bom

Parece contraditório, mas um coração que bate em intervalos sempre iguais é menos flexível. A variabilidade reflete a capacidade do corpo de se ajustar rápido a desafios físicos e emocionais[7]. De modo geral, uma variabilidade mais baixa em repouso sugere predomínio do modo de alerta, e uma variabilidade maior sugere mais espaço para recuperação. É uma leitura de tendência, interpretada com a sua história.

Como é feito

Sensores registram os batimentos com você em repouso e durante manobras simples, como mudar de posição ou respirar num ritmo orientado pela equipe. O programa transforma os intervalos entre batimentos em índices que descrevem a atividade dos dois ramos.

O que pode alterar o resultado

A variabilidade é sensível a muitos fatores. Uma revisão de recomendações metodológicas lista, entre os que mudam a medida, a idade, o sexo, o cigarro, o consumo habitual de álcool, o peso e alguns medicamentos, além de fatores do dia, como a noite de sono anterior, treino intenso na véspera, refeição recente, cafeína, posição do corpo e horário[8]. Os mesmos autores alertam que a facilidade do exame não deve esconder a dificuldade de interpretar o resultado.

O que a avaliação autonômica não responde sozinha

O exame não diagnostica ansiedade, depressão, insônia nem doença do coração. Ele mostra como o sistema nervoso autônomo está regulando o coração naquele momento, um dado que ajuda a entender cansaço, sono que não descansa, digestão difícil e dificuldade de recuperação, e que é lido junto com o que você conta na consulta.

Espirometria: como está a sua capacidade respiratória?

A espirometria mede o volume máximo de ar que você consegue colocar para dentro e para fora dos pulmões e a velocidade com que esse ar sai, num sopro feito com o máximo de esforço[9]. É o teste de função pulmonar mais usado no mundo.

Monitor do espirômetro com curvas de fluxo de ar e o tubo do aparelho na Clínica Higashi Londrina
Na espirometria, o sopro forte pelo tubo do aparelho gera as curvas de volume e de fluxo de ar que entram no check-up.

Por que um exame de respiração num check-up metabólico

Cansaço no esforço e falta de fôlego estão entre as queixas que mais levam à consulta, e nem sempre vêm do metabolismo. Quando a respiração rende menos, o exercício fica mais difícil, o corpo se movimenta menos e o músculo tende a diminuir. A espirometria ajuda a separar o que é capacidade respiratória do que é condicionamento, peso ou energia.

Como é feito e o que o laudo traz

Você enche os pulmões ao máximo e sopra com toda a força pelo bocal, até não sair mais ar. A manobra é repetida pelo menos três vezes, com incentivo da equipe, para conferir se os resultados se repetem[9]. O laudo traz principalmente:

  • CVF (capacidade vital forçada): o volume total de ar soprado com força depois de encher os pulmões
  • VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo): quanto desse ar sai logo no primeiro segundo
  • VEF1/CVF: a relação entre os dois, que ajuda a entender se o ar sai com dificuldade ou se o volume é que está menor

Os valores são comparados com os esperados para pessoas saudáveis da mesma idade, sexo e altura, com limites inferiores calculados a partir dessas populações[10].

O que pode alterar o resultado

A espirometria depende do esforço: um sopro fraco ou interrompido muda o resultado. A diretriz conjunta das sociedades americana e europeia de doenças respiratórias recomenda evitar cigarro e vape, exercício intenso pouco antes e roupas que apertem o tórax e o abdômen[9].

O que a espirometria não responde sozinha

Um resultado dentro do esperado mostra que os pulmões movem bem o ar, mas não explica, sozinho, um cansaço que pode vir do músculo, do sono ou de uma deficiência de nutrientes. E um resultado alterado pede a leitura do médico e, às vezes, outros exames. A diretriz de interpretação resume bem a ideia:

O número precisa de contexto

A diretriz de interpretação das provas de função pulmonar afirma que a leitura deve ser complementada pela experiência clínica e considerar a variação natural do próprio teste[10]. É o que acontece na consulta, com os outros quatro exames ao lado.

Teste respiratório de hidrogênio e metano: o intestino delgado participa dos sintomas?

O teste respiratório para SIBO mede hidrogênio e metano no ar que você expira, depois de beber uma solução de açúcar, para investigar se bactérias e outros micro-organismos estão crescendo em excesso no intestino delgado. A clínica faz o teste em parceria com a HealthGo Air.

O que é SIBO, em linguagem simples

SIBO é a sigla em inglês para supercrescimento bacteriano no intestino delgado: um número excessivo de bactérias num trecho do intestino que normalmente tem poucas, causando sintomas digestivos[11]. Essas bactérias fermentam parte do que você come antes da hora e produzem gases. Inchaço, gases, desconforto abdominal e alteração do ritmo intestinal estão entre os sinais que levam à investigação.

Como o teste funciona

O corpo humano não produz hidrogênio nem metano: quem produz são os micro-organismos do intestino. Parte desses gases passa para o sangue e sai pela respiração. Por isso, ao medir o ar expirado em vários momentos depois da solução de açúcar, o teste mostra se a fermentação começa cedo demais. Você sopra nas bolsas de coleta em intervalos regulares, em repouso, na própria clínica.

Mão com luva segurando a bolsa de coleta de ar expirado do teste respiratório de hidrogênio e metano
No teste respiratório, cada bolsa guarda uma amostra do ar expirado, analisada para hidrogênio e metano.

Como o resultado é lido

O consenso norte-americano sobre testes respiratórios considera positivo para SIBO um aumento de hidrogênio de pelo menos 20 partes por milhão (ppm) em até 90 minutos, e positivo para metano um valor de pelo menos 10 ppm[12]. O metano tem ligação com o intestino preso: a diretriz do Colégio Americano de Gastroenterologia sugere medi-lo em quem tem sintomas e constipação, para investigar o crescimento excessivo dos micro-organismos que produzem esse gás[11].

O que pode alterar o resultado

A alimentação dos dias anteriores, alguns medicamentos usados nas semanas anteriores, como antibióticos, mudam a produção de gases. O consenso dedica uma parte inteira ao preparo[12], e a equipe envia as orientações no agendamento. Por isso, a lista dos medicamentos em uso faz parte da consulta.

O que o teste não responde sozinho

Um teste positivo não explica, sozinho, todos os sintomas, e um teste negativo não encerra a investigação do intestino. Uma revisão recente alerta que o uso amplo dos testes respiratórios levou a diagnósticos em excesso e defende uma leitura crítica e cuidadosa[13]. Na consulta, o resultado é cruzado com a alimentação, o ritmo intestinal, o estresse, o sono e os exames de sangue, como os de ferro e vitamina B12.

Como os cinco resultados se influenciam?

Os cinco exames medem partes diferentes de um mesmo sistema, e uma alteração numa parte costuma puxar as outras. É por isso que o check-up é lido como um conjunto, e não como cinco laudos separados.

Exemplo 1: sono ruim, apetite e composição corporal

  1. O sono encurta. Noites curtas ou interrompidas mantêm o corpo mais tempo em modo de alerta, o que pode aparecer como variabilidade da frequência cardíaca mais baixa.
  2. O apetite muda. Num estudo clássico com homens jovens saudáveis, duas noites de sono restrito reduziram a leptina, hormônio que sinaliza saciedade, aumentaram a grelina, que estimula a fome, e aumentaram a vontade de comer alimentos calóricos[14].
  3. O corpo responde. Comer mais e treinar menos, por cansaço, favorece o ganho de gordura e a perda de músculo, o que aparece na bioimpedância.
  4. O gasto acompanha. Com menos músculo, o gasto de repouso tende a cair, o que aparece na calorimetria e torna o peso mais difícil de manejar.

Nesse exemplo, tratar só o peso deixaria de lado o sono e o estresse que puxaram a cadeia.

Exemplo 2: intestino, nutrientes e energia

Quando o intestino delgado fermenta demais, a digestão e a absorção de alguns nutrientes podem ficar prejudicadas[13]. Deficiências de ferro ou de vitamina B12, por sua vez, pesam na energia e na disposição para se movimentar. O teste respiratório, os exames de sangue e a conversa sobre alimentação se completam.

Exemplo 3: respiração, movimento e músculo

Se a respiração rende menos, o esforço cansa mais cedo. A pessoa passa a evitar escadas e caminhadas, o músculo diminui e o gasto de repouso acompanha. A espirometria, a bioimpedância e a calorimetria contam partes da mesma história.

Exemplo 4: depois de emagrecer

Depois de uma perda de peso importante, o corpo tende a defender o peso perdido com uma resposta que envolve metabolismo, comportamento, hormônios e sistema nervoso autônomo, chamada de termogênese adaptativa[15]. Calorimetria, bioimpedância e avaliação autonômica, repetidas ao longo do tempo, ajudam a perceber essa resposta e a ajustar o plano.

Os exemplos são ilustrações, sem valores reais, para mostrar como os fatores se influenciam. Cada caso é lido individualmente na consulta.

Como o check-up entra na consulta e no plano?

O check-up entra na primeira consulta como uma das fontes de informação, ao lado da sua história, do exame físico e dos exames de laboratório, e o plano só é montado depois que tudo é lido em conjunto pelo médico.

  1. Agendamento com orientações

    A equipe confirma o horário e envia pelo WhatsApp as orientações de preparo do check-up. Segui-las é o que torna os resultados confiáveis.

  2. A sua história primeiro

    O Dr. Leonardo Higashi pergunta o que trouxe você, o que você já tentou, como dorme, come, se movimenta e lida com o estresse, quais medicamentos usa e como funciona o seu intestino. O que você já tentou faz parte da avaliação.

  3. Os cinco exames na clínica

    Bioimpedância, calorimetria indireta, avaliação do sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório para SIBO são feitos na própria clínica.

  4. Leitura conjunta

    Os resultados são cruzados entre si, com os sintomas e com os exames que você trouxe. É nessa etapa que os números ganham sentido.

  5. Plano e próximos passos

    O plano pode incluir exames de laboratório, orientação alimentar, atividade física, sono e tratamento, com o apoio da nutrição, da fisioterapia e da enfermagem da clínica ao acompanhamento médico.

Os exames de laboratório que costumam complementar

O check-up mede funções; os exames de sangue mostram marcadores. Os dois se completam. Conforme a história, a avaliação pode pedir ou revisar:

  • Glicemia, insulina e hemoglobina glicada, para o metabolismo do açúcar
  • TSH e T4 livre, para a tireoide
  • Colesterol e triglicerídeos
  • Vitamina D, vitamina B12, ferro e ferritina
  • Hormônios sexuais e cortisol, quando a história aponta para eles
  • Marcadores de inflamação e de função do fígado e dos rins

Quando um exame de sangue mostra alteração hormonal ou metabólica, como na avaliação da resistência à insulina pelo endocrinologista, o check-up ajuda a entender o impacto dela no corpo: quanto músculo há, quanto o corpo gasta e como está a regulação do estresse.

Exames complementares, quando a investigação pede

Exames de metabolômica e a pesquisa de tóxicos ambientais, como metais, entram como exames complementares quando a consulta e o check-up mostram que a investigação precisa ir além.

Para quem mora fora de Londrina

O acompanhamento pode combinar consultas por teleconsulta com a vinda à clínica para o check-up. A página da telemedicina explica quando a visita presencial a Londrina faz parte do acompanhamento.

Como comparar resultados nas reavaliações sem cair em erros comuns?

A regra de ouro é comparar você com você mesmo: mesmo equipamento, mesmo preparo e, se possível, o mesmo horário. O check-up da primeira consulta vira o ponto de partida, e as reavaliações mostram o que mudou de fato com o tratamento.

Por que o mesmo equipamento importa

Cada aparelho usa as próprias equações e o próprio protocolo, e a diferença entre dois aparelhos não é ganho nem perda real. Na clínica, as reavaliações usam os mesmos aparelhos da primeira consulta.

Erros que levam a conclusões erradas

  1. Comparar a variabilidade cardíaca do relógio com a da avaliação. Relógios e aplicativos costumam medir em outro momento, muitas vezes durante a noite, e por outro tempo. Valores de períodos de registro diferentes não são intercambiáveis[7].
  2. Comparar o seu número com o de outra pessoa. A variabilidade cardíaca muda com idade e sexo[7], e a espirometria é lida contra o esperado para a sua idade, sexo e altura[10]. O número do amigo não serve de régua.
  3. Mudar o preparo entre um exame e outro. Uma noite mal dormida antes da reavaliação, um café a mais ou um treino na véspera podem mudar o resultado sem que nada tenha mudado no tratamento.
  4. Olhar um exame e esquecer os outros. O peso pode ficar igual enquanto a gordura cai e o músculo sobe. Um gasto de repouso menor pode acompanhar uma perda de músculo. Os laudos se explicam uns pelos outros.
  5. Atribuir tudo ao teste de SIBO. Um teste positivo ajuda, mas o intestino também responde ao estresse, ao sono e à alimentação. A leitura cuidadosa evita conclusões apressadas[13].
  6. Ler uma oscilação pequena como mudança. Todo exame tem uma variação natural de uma medida para outra. O que importa é a tendência ao longo das reavaliações.

Com que frequência repetir

O intervalo depende do objetivo e do tratamento em curso, e é definido no acompanhamento. Nem todos os exames precisam ser repetidos a cada retorno: a pergunta clínica de cada fase define o que medir de novo. No emagrecimento com acompanhamento médico, por exemplo, bioimpedância e calorimetria costumam voltar para mostrar se a perda vem da gordura e se o plano precisa de ajuste.

Que perguntas levar para a leitura do check-up?

Levar perguntas prontas ajuda você a sair da consulta entendendo o que cada número quer dizer para o seu caso. Estas costumam render boas conversas:

  • Qual dos cinco resultados mais chamou a atenção no meu caso, e por quê?
  • O meu gasto de repouso combina com a minha massa muscular?
  • A minha gordura visceral pede atenção junto com algum exame de sangue?
  • O que a avaliação do sistema nervoso autônomo sugere sobre o meu sono e o meu estresse?
  • A espirometria explica parte do meu cansaço no esforço?
  • O teste respiratório tem relação com o inchaço que eu sinto?
  • Quais exames de laboratório completam essa leitura?
  • O que será repetido na reavaliação e o que eu devo manter igual no preparo?

Leve também os exames que você já tem, a lista de medicamentos e suplementos em uso e, se usa relógio ou aplicativo de sono, as anotações dos últimos meses. Esses dados não substituem o check-up, mas ajudam a contar a sua história. A formação do Dr. Leonardo Higashi em medicina funcional, prática ortomolecular e endocrinologia do envelhecimento faz parte da forma como essas peças são lidas juntas.

Glossário do check-up funcional

Bioimpedância multissegmentada
Exame que estima músculo, gordura e água do corpo pela resistência a uma corrente elétrica leve, com leitura separada de braços, pernas e tronco.
Massa livre de gordura
Tudo o que não é gordura no corpo: músculos, órgãos, ossos e água. É a principal responsável pelo gasto de repouso.
Gordura visceral
Gordura acumulada ao redor dos órgãos do abdômen, associada ao risco cardiovascular e metabólico.
Gasto energético de repouso
Energia que o corpo usa em repouso para manter as funções vitais, medida pela calorimetria indireta.
Quociente respiratório
Relação entre o gás carbônico eliminado e o oxigênio consumido, que indica o combustível usado pelo corpo durante a calorimetria.
Termogênese adaptativa
Redução do gasto de energia, maior do que a esperada pela mudança de peso, que acontece depois de um emagrecimento importante.
Sistema nervoso autônomo
Parte do sistema nervoso que controla funções automáticas, como batimentos, digestão e respiração, com um ramo de alerta (simpático) e um de descanso (parassimpático).
Variabilidade da frequência cardíaca
Variação do tempo entre um batimento e o seguinte, usada para avaliar como o sistema nervoso autônomo regula o coração.
Nervo vago
Principal nervo do ramo de descanso do sistema nervoso autônomo, ligado ao coração, à digestão e à resposta ao estresse.
CVF e VEF1
Medidas da espirometria: o volume total de ar soprado com força e quanto dele sai no primeiro segundo.
SIBO
Supercrescimento bacteriano no intestino delgado: número excessivo de bactérias num trecho do intestino que normalmente tem poucas.

Perguntas frequentes sobre o check-up funcional

O que é o check-up funcional da Clínica Higashi Londrina?

É o conjunto de cinco exames feitos na própria clínica dentro de toda primeira consulta: bioimpedância InBody e Seca, calorimetria indireta, avaliação do sistema nervoso autônomo, espirometria e teste respiratório de hidrogênio e metano para SIBO. Eles mostram como o corpo está funcionando hoje e são lidos pelo Dr. Leonardo Higashi junto com a sua história. Os resultados viram a base das reavaliações.

Posso fazer só o check-up, sem a consulta?

O check-up foi pensado como parte da primeira consulta, porque os números só fazem sentido lidos com os sintomas, os tratamentos anteriores e os outros exames. Por isso, ele acontece dentro da consulta médica, e não como um serviço à parte.

Qual é a diferença entre o check-up funcional e um check-up de exames de sangue?

Os exames de sangue mostram marcadores, como glicose, colesterol e hormônios, e indicam se estão dentro da faixa esperada. O check-up funcional mede como o corpo trabalha: composição, gasto de energia, regulação do estresse, respiração e fermentação no intestino. Os dois se completam, e a consulta define quais exames de laboratório entram em cada caso.

Como me preparo para o check-up?

A equipe envia as orientações de preparo pelo WhatsApp no agendamento. Cada exame tem cuidados próprios, porque comida, cafeína, exercício, sono e alguns medicamentos mudam os resultados. Seguir o preparo é o que torna o check-up confiável e comparável nas reavaliações.

O check-up funcional dói ou tem riscos?

Os cinco exames não usam agulha. Na bioimpedância, a corrente é leve e não é sentida; na espirometria, o esforço do sopro pode cansar por alguns instantes. Quem usa marca-passo ou outro dispositivo implantado, ou tem alguma condição respiratória ou cardíaca, avisa a equipe antes, para que cada exame seja avaliado.

A variabilidade cardíaca do meu relógio substitui a avaliação do sistema nervoso autônomo?

Não. Relógios e aplicativos costumam medir em outros momentos, muitas vezes durante o sono, e por outro tempo de registro, e valores obtidos de formas diferentes não são comparáveis entre si. Os dados do relógio podem ajudar a contar a sua rotina de sono e de treino na consulta, mas a avaliação na clínica segue um protocolo próprio, repetido nas reavaliações.

Quem mora fora de Londrina pode fazer o check-up?

Sim. O acompanhamento pode combinar consultas por teleconsulta com a vinda à clínica, em Londrina, para o check-up e as reavaliações. A equipe ajuda a organizar a visita no agendamento.

Onde fazer o check-up funcional em Londrina?

Na Clínica Higashi Londrina, na Av. Ayrton Senna da Silva, 1055, Square Garden, em Londrina. O atendimento é particular e com agendamento, de segunda a sexta das 8h30 às 18h e aos sábados das 8h às 12h, pelo WhatsApp (43) 99930-0218 ou pelo telefone (43) 3323-8744.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

Conheça o Dr. Leonardo Higashi
Referências
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  3. Kyle UG, Bosaeus I, De Lorenzo AD, Deurenberg P, Elia M, Gómez JM, et al. Bioelectrical impedance analysis, part II: utilization in clinical practice. Clin Nutr. 2004;23(6):1430-53. doi:10.1016/j.clnu.2004.09.012
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