Em resumo

  • Existe, mas é menos comum do que parece: pessoas parecidas podem gastar quantidades diferentes de energia em repouso, e a diferença quase sempre tem explicação. Na Clínica Higashi Londrina, essa explicação é buscada antes de qualquer rótulo.
  • Massa magra manda: músculos e órgãos respondem pela maior parte da diferença de gasto entre as pessoas. Idade, tireoide e dietas anteriores também pesam.
  • Fórmula estima, calorimetria mede: calculadoras usam médias da população; a calorimetria indireta mede o oxigênio e o gás carbônico da sua respiração.
  • Gasto baixo não é diagnóstico: um valor abaixo do esperado pede investigação de composição corporal, histórico de dietas, hormônios e condições do exame.
  • O número vira plano: o gasto medido orienta a energia do plano alimentar e serve de base para as reavaliações.

Metabolismo lento existe?

Metabolismo lento existe no sentido de que duas pessoas com o mesmo peso, a mesma altura e a mesma idade podem gastar quantidades diferentes de energia em repouso, mas essa diferença costuma ser menor do que a sensação sugere e quase sempre tem uma explicação que pode ser investigada. É essa explicação que a Clínica Higashi Londrina busca quando alguém chega dizendo "o meu metabolismo é lento".

A frase costuma vir de quem já tentou de tudo: fez dieta, cortou doce, começou a caminhar, e o peso mal se mexeu. A frustração é real, e o que você já tentou faz parte da avaliação. A pergunta útil não é "o meu metabolismo é lento ou rápido?", e sim "quanto o meu corpo gasta de fato, e por quê?".

O que a ciência já mostrou

  • A variação existe. Num estudo com 150 adultos, massa magra, gordura e idade explicaram a maior parte da diferença de gasto em repouso entre as pessoas, mas cerca de 26% da variação ficou sem explicação por esses fatores [1]. Ou seja, há uma parte individual.
  • Ela pode pesar ao longo dos anos. Num estudo clássico que mediu o gasto em câmara respiratória, quem gastava menos do que o previsto para a própria composição corporal teve mais risco de ganhar peso nos anos seguintes [2].
  • Mas nem sempre é ela que explica. Num estudo com pessoas que se descreviam como resistentes à dieta, o gasto medido ficou a menos de 5% do previsto para a composição corporal delas; a diferença estava em quanto se comia e se movimentava de fato, bem mais difícil de registrar do que parece [3].

Esse último ponto não é acusação. Anotar porções, beliscos e bebidas com exatidão é difícil para qualquer pessoa, e o corpo também muda o apetite e o movimento espontâneo ao longo de uma dieta. Por isso a avaliação mede o que dá para medir e conversa com calma sobre o que os números não mostram. O artigo sobre quem já tentou de tudo para emagrecer aprofunda essa conversa.

A calorimetria indireta é um dos cinco exames que a clínica faz dentro da primeira consulta. O guia completo do check-up funcional mostra como ela conversa com a bioimpedância, a avaliação do sistema nervoso autônomo, a espirometria e o teste respiratório para SIBO.

Do que depende o gasto de energia em repouso?

O gasto em repouso depende principalmente da massa magra, isto é, de músculos e órgãos, e em menor grau da gordura corporal, da idade, dos hormônios da tireoide e do histórico de perda de peso. No estudo com 150 adultos, a massa magra explicou 63% da diferença de gasto entre as pessoas, a gordura 6% e a idade 2% [1].

FatorComo influencia o gastoComo entra na avaliação
Massa magraMúsculos e órgãos são o tecido que mais consome energia em repouso. Menos músculo, menos gasto.Bioimpedância InBody e Seca e exame físico
Gordura corporalTambém gasta energia, mas bem menos por quilo do que o músculo.Bioimpedância, com a gordura visceral à parte
IdadeCom a massa magra levada em conta, o gasto diário fica estável na vida adulta e cai depois dos 60 anos.História e composição corporal ao longo do tempo
TireoideO hormônio da tireoide regula quanto calor e energia as células produzem.Exames de sangue, como TSH e T4 livre
Dietas anterioresDepois de uma grande perda de peso, o gasto pode cair mais do que o peso perdido explicaria.Histórico de dietas e calorimetria repetida

A idade pesa menos do que se imagina

A ideia de que "depois dos 30 o metabolismo despenca" não se sustenta. Uma grande análise internacional, com medidas de gasto diário de milhares de pessoas, mostrou que, considerando a massa magra, o gasto diário de energia se mantém estável dos 20 aos 60 anos e só começa a cair depois [4]. O que costuma mudar antes é a quantidade de músculo e de movimento, e isso pode ser acompanhado.

A tireoide entra na conta

O hormônio da tireoide é um dos principais reguladores do gasto de energia e da taxa metabólica basal [5]. Por isso, quem se queixa de cansaço, frio, intestino preso e peso que sobe sem explicação faz exames da tireoide antes de qualquer conclusão sobre o metabolismo. No estudo com 150 adultos, o T4 explicou parte da variação que sobrava nos homens [1].

Um puxa o outro

Os fatores raramente aparecem sozinhos. Uma sequência comum:

  1. O sono piora e o cansaço reduz o treino e o movimento do dia.
  2. O músculo diminui com menos uso.
  3. O gasto em repouso acompanha a perda de massa magra.
  4. Uma dieta restritiva entra para compensar e, se não preserva músculo, aprofunda a queda.

É por isso que a avaliação olha o conjunto, e não só o número do gasto.

Por que as fórmulas e as calculadoras da internet erram?

As fórmulas erram porque estimam o gasto a partir de peso, altura, idade e sexo, usando médias de grupos de pessoas, sem saber quanto do seu peso é músculo e quanto é gordura. Uma revisão sistemática concluiu que, entre as equações mais usadas, a de Mifflin-St Jeor foi a que mais vezes acertou dentro de 10% do valor medido, mas com erros relevantes em parte das pessoas, e que pessoas mais velhas e grupos étnicos diversos estavam pouco representados nos estudos que criaram e testaram essas fórmulas [6].

Na prática, isso quer dizer que a calculadora pode servir como ponto de partida para quem está dentro da média, mas falha justamente em quem mais precisa de precisão: quem tem muito ou pouco músculo para o peso, e quem já fez muitas dietas.

A diferença entre o que cada exame mede, e por que a composição corporal ajuda a ler o gasto, está explicada no artigo calorimetria ou bioimpedância: o que cada exame mede.

O que a calorimetria indireta mede, e o que ela não explica sozinha?

A calorimetria indireta mede quanto o seu corpo gasta em repouso a partir do oxigênio que você consome e do gás carbônico que elimina, enquanto respira normalmente pelo equipamento; ela não mostra, sozinha, por que esse gasto está alto ou baixo. O princípio é simples: para produzir energia, as células usam oxigênio e liberam gás carbônico, e a quantidade dos dois revela quanta energia está sendo gasta.

Sala de exames da Clínica Higashi Londrina com poltrona, monitor e o equipamento de calorimetria indireta ao lado
A calorimetria indireta é feita na própria clínica, em repouso, como parte do check-up funcional da primeira consulta.

O que entra no resultado

  • O gasto de energia em repouso, em calorias por dia
  • A comparação com o valor que as fórmulas estimam para você
  • O quociente respiratório, que indica o combustível predominante no momento do exame e ajuda a conferir se a medida foi feita em boas condições

Para que o número seja confiável, a medida precisa seguir um protocolo: comida, cafeína, nicotina e atividade física antes do exame mudam o gasto, e o corpo precisa de um período de repouso antes da leitura [7]. A equipe envia as orientações no agendamento, e as reavaliações repetem as mesmas condições. A ficha do exame, com como ele é feito na clínica, está na página da calorimetria indireta feita na Clínica Higashi Londrina.

O que ela não explica sozinha

  • O gasto do dia inteiro. O exame mede o repouso. O que você gasta caminhando, trabalhando e treinando se soma a ele e varia muito de pessoa para pessoa.
  • A causa de um valor baixo. Pouco músculo, adaptação depois de dietas e tireoide lenta podem dar números parecidos.

Quando o gasto medido fica abaixo do esperado, o que se investiga?

Quando a calorimetria mostra um gasto abaixo do esperado, a investigação segue uma ordem: primeiro se confirma que a medida é confiável, depois se compara o gasto com a massa magra, e só então entram histórico de dietas, hormônios e rotina. Pular etapas é o caminho mais curto para um rótulo errado.

"Abaixo da fórmula" não é o mesmo que "abaixo do esperado para o seu corpo"

Esse é o erro de leitura mais comum. A fórmula compara você com uma média de pessoas do mesmo peso. Se você tem menos músculo do que essa média, o seu gasto vai ficar abaixo da fórmula, e isso é esperado para o corpo que você tem hoje. O ponto de atenção é outro: um gasto baixo mesmo considerando a sua massa magra.

  1. A medida foi feita nas condições certas? Preparo, repouso antes do exame e quociente respiratório dentro da faixa fisiológica são conferidos antes de qualquer interpretação [7].
  2. Quanto músculo há? A bioimpedância mostra se o gasto combina com a massa magra. Se combina, o foco passa a ser preservar e ganhar músculo.
  3. Houve perda de peso grande ou dietas seguidas? A adaptação depois do emagrecimento pode manter o gasto abaixo do previsto por muito tempo [8].
  4. Como está a tireoide e os outros hormônios? Exames de sangue entram na investigação, como na avaliação da tireoide feita pelo endocrinologista.
  5. Como está a rotina hoje? Restrição de calorias muito prolongada, sono curto, estresse contínuo e medicamentos em uso que podem interferir no peso entram na conversa.
  6. O que mais o corpo está mostrando? Deficiências de ferro, vitamina B12 ou vitamina D, intestino e respiração pesam na energia e na disposição para se movimentar, e aparecem nos outros exames do check-up e no laboratório.

Cada uma dessas respostas leva a um plano diferente. Por isso a calorimetria vale pelo que permite investigar, e não como veredito.

O que é adaptação metabólica e por que ela confunde a leitura?

Adaptação metabólica é a queda do gasto de energia, maior do que a mudança de peso explicaria, que acontece depois de um emagrecimento importante, como parte da forma como o corpo defende as reservas de gordura. Uma revisão sobre o tema descreve essa defesa como a ação conjunta de respostas metabólicas, de comportamento, hormonais e do sistema nervoso autônomo, presente tanto em pessoas magras quanto em pessoas com obesidade [8].

O exemplo mais estudado vem de participantes de uma competição de emagrecimento na televisão, acompanhados por pesquisadores com calorimetria e exame de composição corporal. Seis anos depois, o gasto em repouso deles ainda estava, em média, cerca de 500 calorias por dia abaixo do esperado para a composição corporal e a idade [9]. É um grupo pequeno, de 14 pessoas, com perdas de peso extremas, e não representa o que acontece com todo mundo. Mas mostra que a adaptação existe, pode durar e acompanha o esforço para manter o peso.

“A adaptação metabólica persiste ao longo do tempo e provavelmente é uma resposta proporcional, mas incompleta, aos esforços para reduzir o peso.”

Fothergill e colaboradores, 2016 [9]

Por que isso importa para quem sente que o metabolismo "travou"

Quem emagreceu e voltou a engordar várias vezes pode estar vivendo exatamente essa defesa do corpo. Não é falta de força de vontade: é fisiologia. O artigo sobre por que o peso volta no efeito sanfona explica o ciclo em detalhe. Na avaliação, a calorimetria repetida ao longo do tratamento ajuda a perceber essa adaptação e a ajustar o plano antes que o peso estacione por meses.

Como o resultado da calorimetria entra no plano de cuidado?

O resultado da calorimetria entra no plano como o ponto de partida da energia do plano alimentar e como referência para as reavaliações, sempre lido junto com a composição corporal, os exames de sangue e a sua história. Na Clínica Higashi Londrina, o Dr. Leonardo Higashi, MÉDICO, CRM-PR 25067, especialista em Endocrinologia e Metabologia e em Nutrologia, faz essa leitura na consulta.

  1. Energia ajustada ao corpo real

    O plano alimentar parte do gasto medido, e não de uma média, com o apoio da nutrição da clínica ao acompanhamento médico. Isso evita tanto um plano abaixo do que o corpo usa, que favorece a perda de músculo, quanto um plano acima do que ele precisa.

  2. Músculo como prioridade

    Se o gasto baixo acompanha pouca massa magra, o plano olha para proteína, treino de força e recuperação. O artigo sobre proteína para preservar o músculo aprofunda esse ponto.

  3. Causas tratadas na origem

    Tireoide, sono, estresse, intestino, deficiências de nutrientes e medicamentos em uso entram no plano conforme o que a investigação encontrar. É o equilíbrio global da saúde aplicado ao metabolismo.

  4. Reavaliação no mesmo equipamento

    A calorimetria e a bioimpedância são repetidas com o mesmo preparo, para mostrar se o gasto acompanhou as mudanças no corpo e se o plano precisa de ajuste.

Quais ideias sobre metabolismo costumam confundir?

As ideias que mais confundem tratam o metabolismo como algo fixo, igual para todos da mesma idade e medido pela balança, quando ele muda com o corpo, com a história e com o tempo.

  • "Quem tem obesidade tem metabolismo lento." Em geral, corpos maiores têm mais massa magra e mais gordura e, por isso, gastam mais energia em repouso em valores absolutos [1]. A dificuldade costuma estar em outro lugar: apetite, sono, hormônios e adaptação depois de dietas.
  • "Depois dos 30, o metabolismo despenca." Considerando a massa magra, o gasto diário de energia fica estável na vida adulta até por volta dos 60 anos [4]. Preservar músculo é o que mais muda essa história.
  • "Metabolismo lento é para sempre." O gasto acompanha o corpo. Ganhar massa magra, tratar uma alteração da tireoide ou sair de uma restrição muito prolongada pode mudar o número, e a reavaliação mostra o que mudou.
  • "Se a calculadora diz, está certo." A fórmula é uma estimativa por média e pode errar bastante no seu caso [6].

Perguntas frequentes sobre metabolismo lento e calorimetria

Metabolismo lento existe mesmo?

Existe uma variação individual no gasto de energia em repouso, mas ela costuma ser menor do que a sensação sugere. A maior parte da diferença entre as pessoas vem da massa magra, e o restante envolve idade, tireoide e adaptação depois de dietas. A calorimetria indireta mede o seu gasto e a consulta investiga o motivo de um valor baixo.

Como saber se o meu metabolismo é lento?

Medindo, e não estimando. A calorimetria indireta mostra quanto o seu corpo gasta em repouso, e a bioimpedância mostra quanto músculo você tem. Lidos juntos, os dois dizem se o gasto está baixo para o corpo que você tem hoje ou se apenas reflete pouca massa magra.

Hipotireoidismo deixa o metabolismo lento?

O hormônio da tireoide é um dos principais reguladores do gasto de energia, por isso uma tireoide lenta pode reduzir o gasto em repouso. A confirmação vem dos exames de sangue e da consulta, e não da calorimetria sozinha.

Dá para acelerar o metabolismo?

O que mais influencia o gasto em repouso é a massa magra, então preservar e ganhar músculo, com alimentação adequada e treino de força, é o caminho com mais base. Tratar uma alteração hormonal encontrada na investigação e evitar restrições muito prolongadas também ajudam. A resposta varia de pessoa para pessoa e é acompanhada nas reavaliações.

Onde fazer calorimetria indireta em Londrina?

Na Clínica Higashi Londrina, na Av. Ayrton Senna da Silva, 1055, Square Garden. A calorimetria faz parte do check-up funcional que toda primeira consulta inclui, com a bioimpedância InBody e Seca, a avaliação do sistema nervoso autônomo, a espirometria e o teste respiratório para SIBO. As orientações de preparo são enviadas no agendamento.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

Conheça o Dr. Leonardo Higashi
Referências
  1. Johnstone AM, Murison SD, Duncan JS, Rance KA, Speakman JR. Factors influencing variation in basal metabolic rate include fat-free mass, fat mass, age, and circulating thyroxine but not sex, circulating leptin, or triiodothyronine. Am J Clin Nutr. 2005;82(5):941-8. doi:10.1093/ajcn/82.5.941
  2. Ravussin E, Lillioja S, Knowler WC, Christin L, Freymond D, Abbott WG, et al. Reduced rate of energy expenditure as a risk factor for body-weight gain. N Engl J Med. 1988;318(8):467-72. doi:10.1056/NEJM198802253180802
  3. Lichtman SW, Pisarska K, Berman ER, Pestone M, Dowling H, Offenbacher E, et al. Discrepancy between self-reported and actual caloric intake and exercise in obese subjects. N Engl J Med. 1992;327(27):1893-8. doi:10.1056/NEJM199212313272701
  4. Pontzer H, Yamada Y, Sagayama H, Ainslie PN, Andersen LF, Anderson LJ, et al. Daily energy expenditure through the human life course. Science. 2021;373(6556):808-12. doi:10.1126/science.abe5017
  5. Kim B. Thyroid hormone as a determinant of energy expenditure and the basal metabolic rate. Thyroid. 2008;18(2):141-4. doi:10.1089/thy.2007.0266
  6. Frankenfield D, Roth-Yousey L, Compher C. Comparison of predictive equations for resting metabolic rate in healthy nonobese and obese adults: a systematic review. J Am Diet Assoc. 2005;105(5):775-89. doi:10.1016/j.jada.2005.02.005
  7. Compher C, Frankenfield D, Keim N, Roth-Yousey L; Evidence Analysis Working Group. Best practice methods to apply to measurement of resting metabolic rate in adults: a systematic review. J Am Diet Assoc. 2006;106(6):881-903. doi:10.1016/j.jada.2006.02.009
  8. Rosenbaum M, Leibel RL. Adaptive thermogenesis in humans. Int J Obes (Lond). 2010;34(Suppl 1):S47-55. doi:10.1038/ijo.2010.184
  9. Fothergill E, Guo J, Howard L, Kerns JC, Knuth ND, Brychta R, et al. Persistent metabolic adaptation 6 years after "The Biggest Loser" competition. Obesity (Silver Spring). 2016;24(8):1612-9. doi:10.1002/oby.21538

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.