Em resumo

  • Na Clínica Higashi Londrina: inflamação e estresse oxidativo estão entre os fatores que a consulta investiga, junto com hormônios, intestino, sono e nutrientes.
  • Inflamação crônica de baixo grau: discreta e persistente, sem febre nem vermelhidão; diferente da inflamação aguda, que protege e passa.
  • Estresse oxidativo: sobra de substâncias oxidantes em relação às defesas do corpo; um pouco de oxidação é necessário, o problema é o desequilíbrio.
  • Como se avalia: história, composição corporal e exames como a PCR ultrassensível, lidos em conjunto e repetidos quando preciso.
  • O que ajuda: atividade física, alimentação com mais plantas e azeite, sono de qualidade e menos gordura abdominal; antioxidantes em suplemento, só na medida do que falta.

Qual a diferença entre inflamação aguda e inflamação crônica de baixo grau?

A inflamação aguda é a resposta rápida e passageira do corpo a uma infecção ou lesão, com calor, vermelhidão, inchaço e dor; a inflamação crônica de baixo grau é discreta, não dá esses sinais e fica ligada por meses ou anos, desgastando tecidos aos poucos.

Pense em um corte no dedo: a região inflama, cicatriza e a inflamação desliga. Na inflamação de baixo grau não existe um corte. O estímulo é contínuo e vem da rotina, como a gordura acumulada na barriga, o sono ruim ou o cigarro. Uma revisão publicada na Nature Medicine reuniu evidências de que fatores sociais, ambientais e de estilo de vida mantêm essa inflamação sistêmica ligada e a associou às doenças que mais causam incapacidade e morte no mundo, como doenças do coração, câncer, diabetes, doença renal crônica, gordura no fígado e doenças autoimunes e neurodegenerativas[1].

CaracterísticaInflamação agudaInflamação crônica de baixo grau
GatilhoInfecção, corte, torção, queimaduraGordura abdominal, sono ruim, sedentarismo, cigarro, alimentação, estresse, toxinas
DuraçãoDias a poucas semanasMeses ou anos
SinaisCalor, vermelhidão, inchaço, dor, às vezes febreDiscretos ou ausentes; cansaço e dores difusas podem aparecer
PapelDefender e repararDesgastar tecidos aos poucos
No exameMarcadores bem altos, que voltam ao normalMarcadores levemente elevados de forma persistente

O guia da medicina integrativa, funcional e ortomolecular apresenta a inflamação como um dos nove grupos de fatores que a consulta investiga. Este artigo aprofunda o tema: o que a alimenta, como ela é medida e o que ajuda.

O que é estresse oxidativo e qual o papel dos antioxidantes?

Estresse oxidativo é o desequilíbrio entre a produção de substâncias oxidantes, como os radicais livres, e a capacidade do corpo de neutralizá-las com suas defesas antioxidantes; quando os oxidantes sobram, eles danificam gorduras, proteínas e o DNA das células.

Os oxidantes não são vilões em si. O corpo os produz o tempo todo, ao gerar energia nas mitocôndrias e ao combater micróbios, e usa uma parte deles como sinal entre as células[2]. O que pesa é o excesso mantido.

“O estresse oxidativo tem dois lados: o excesso de oxidantes danifica biomoléculas, mas um nível fisiológico é essencial para governar processos da vida.”

Sies, Berndt e Jones, Annual Review of Biochemistry, 2017 [2]

As defesas antioxidantes

O corpo tem duas linhas de defesa. A primeira são enzimas próprias, que dependem de minerais como zinco, selênio, cobre e manganês para funcionar. A segunda vem da alimentação: vitaminas C e E, carotenoides e os polifenóis de frutas, verduras, azeite, chás e especiarias.

Por que inflamação e oxidação andam juntas

As células de defesa ativadas produzem oxidantes para combater invasores, e o dano oxidativo, por sua vez, liga interruptores celulares que estimulam mais inflamação[2]. É um ciclo: uma alimenta a outra. Por isso a consulta olha os dois temas juntos.

O que alimenta a inflamação crônica no dia a dia?

A inflamação crônica é alimentada por fatores do dia a dia que se somam: gordura acumulada dentro do abdome, sono ruim, pouca atividade física, alimentação baseada em ultraprocessados, cigarro, estresse persistente, infecções e exposição a toxinas ambientais e industriais[1]. Raramente existe um culpado só.

  • Gordura visceral. A gordura de dentro do abdome funciona como um órgão ativo, que libera substâncias inflamatórias. Por isso a medida da gordura visceral pela bioimpedância, no check-up funcional, é uma pista útil.
  • Sono. Uma revisão de 72 estudos, com mais de 50 mil pessoas, associou o sono perturbado, com despertares e má qualidade, a níveis mais altos de proteína C-reativa e de interleucina-6[3].
  • Sedentarismo. O músculo em movimento libera substâncias que ajudam a modular a inflamação; ficar parado por muitas horas tira esse estímulo.
  • Alimentação. Ultraprocessados, excesso de açúcar e de farinhas refinadas, pouca fibra e poucas plantas no prato.
  • Cigarro. Cada tragada traz uma carga grande de oxidantes para os pulmões e para os vasos.
  • Estresse prolongado. O sistema de alerta ligado por muito tempo mexe no cortisol, no sono e no intestino.
  • Intestino. Mudanças na microbiota e na barreira intestinal podem somar inflamação, como explica o artigo sobre como o intestino influencia hormônios, peso e disposição.
  • Toxinas ambientais. Compostos de plásticos, agrotóxicos e metais pesados entram nessa conta[1]. O Dr. Leonardo Higashi explica, em vídeo no canal da clínica, os efeitos do mercúrio na saúde.

Esses fatores se puxam: dormir mal pode aumentar a fome e tirar a disposição para se mexer, o sedentarismo favorece a gordura abdominal, e a gordura abdominal piora o sono. É por isso que a avaliação olha o conjunto.

Como a inflamação crônica se relaciona com o coração, a glicose, a dor e o cérebro?

A inflamação crônica de baixo grau participa da formação das placas nas artérias, da resistência à insulina, da manutenção da dor e de mudanças no cérebro ligadas ao cansaço e ao ânimo; ela não age sozinha, mas soma risco a cada um desses sistemas.

Coração e vasos

A proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) ganhou espaço justamente na avaliação do risco do coração. Um posicionamento conjunto da American Heart Association e do CDC, dos Estados Unidos, descreveu como usar o exame para complementar os fatores de risco clássicos, como pressão, colesterol, glicose e tabagismo[4].

Glicose e diabetes

Em um estudo que acompanhou mulheres de uma coorte de 27.628 participantes sem diabetes, as que tinham PCR e interleucina-6 mais altas no início tiveram maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 nos quatro anos seguintes, mesmo depois de considerar peso, histórico familiar, tabagismo e atividade física[5]. A inflamação aparece como uma das peças da resistência à insulina.

Dor que se mantém

Na dor que dura meses, a inflamação no próprio sistema nervoso, com ativação de células de suporte da medula e do cérebro, ajuda a manter os circuitos da dor mais sensíveis[6]. A dor crônica tem muitos fatores, e o guia do tratamento da dor crônica mostra como a clínica avalia cada um.

Cérebro, cansaço e ânimo

Os sinais inflamatórios chegam ao cérebro e provocam o que os pesquisadores chamam de comportamento de doença: cansaço, sono, falta de apetite e vontade de se isolar, como numa gripe. Quando a inflamação continua, esse efeito pode contribuir para sintomas de depressão em pessoas mais vulneráveis[7].

Como a inflamação crônica é avaliada?

A inflamação crônica é avaliada pela soma de três leituras: a história e o exame físico, a composição corporal, com atenção à gordura visceral, e exames de sangue como a proteína C-reativa ultrassensível, interpretados juntos e repetidos quando necessário.

A proteína C-reativa ultrassensível

A proteína C-reativa é produzida pelo fígado quando recebe sinais inflamatórios. A versão ultrassensível detecta valores baixos, que interessam justamente na inflamação de baixo grau. O posicionamento da American Heart Association e do CDC propôs faixas para a avaliação do risco do coração[4]:

PCR ultrassensívelLeitura proposta
Abaixo de 1 mg/LRisco relativo baixo
De 1 a 3 mg/LRisco relativo médio
Acima de 3 mg/LRisco relativo alto
Acima de 10 mg/LSugere outra fonte de inflamação ou infecção, que é investigada antes de repetir o exame

O mesmo documento orienta usar a média de duas dosagens[4], porque um resultado isolado pode variar.

Outros exames que podem entrar

Conforme a pergunta do caso, entram glicose e insulina, triglicerídeos e HDL, enzimas do fígado, ferritina, que também sobe na inflamação, e outros marcadores. Os nutrientes com papel antioxidante, como vitaminas e minerais, são medidos quando há sinais de falta.

Dentro do check-up funcional

A bioimpedância InBody e Seca mostra a gordura visceral e a massa muscular, e a avaliação do sistema nervoso autônomo mostra o equilíbrio entre alerta e descanso. Os dois fazem parte do check-up da primeira consulta e ajudam a entender o que alimenta a inflamação. A clínica descreve os fatores que a consulta com olhar integrativo investiga, e inflamação e estresse oxidativo estão entre eles.

Médico revisando um laudo de exames na Clínica Higashi Londrina
Os marcadores de inflamação ganham sentido quando lidos ao lado da história, da composição corporal e dos outros exames.

Por que um resultado de PCR, alto ou normal, não conta a história inteira?

Um resultado de PCR mostra o nível de inflamação no dia da coleta, e não a origem dela; por isso o mesmo número pode significar coisas diferentes em pessoas diferentes, e a leitura só fecha quando entra a história. Alguns enganos são comuns.

"Minha PCR veio alta, tenho uma doença?"

Uma gripe, uma dor de dente, uma lesão ou um treino muito intenso nos dias anteriores elevam a PCR por um tempo. Por isso a data da coleta e o que aconteceu na semana importam, e valores muito altos levam a investigar outra causa antes de repetir o exame[4].

"Meu exame antigo era 0,3 e o novo é 3. Piorou dez vezes?"

Talvez não. Alguns laboratórios informam a PCR em mg/dL e outros em mg/L, e 1 mg/dL equivale a 10 mg/L. Antes de comparar exames, vale conferir a unidade no laudo. É um detalhe simples, que evita muita preocupação.

"Minha PCR é normal, então está tudo bem"

É uma boa notícia e um ponto de partida. Mas a cintura pode estar crescendo, o sono piorando e a glicose subindo antes que o marcador mude. O plano age sobre os fatores, e não só sobre o número.

"Baixei a PCR, missão cumprida"

O número é um indicador. O que conta é o que mudou na rotina para ele baixar, e se essa mudança se mantém. Um marcador que cai sem mudança de hábitos merece a mesma leitura cuidadosa de um que sobe.

Perguntas para levar à consulta

  • Quais fatores parecem alimentar a inflamação no meu caso?
  • A minha gordura visceral está em uma faixa que preocupa?
  • O resultado da PCR precisa ser repetido? Quando?
  • Algum nutriente com papel antioxidante está em falta?
  • Por qual mudança de rotina faz sentido começar?

O que ajuda a reduzir a inflamação crônica, segundo as evidências?

O que mais ajuda a reduzir a inflamação crônica são mudanças de rotina mantidas ao longo do tempo: atividade física regular, alimentação com mais plantas, fibras e azeite, sono de qualidade, redução da gordura abdominal e o fim do cigarro.

  • Atividade física. Uma meta-análise de 83 estudos, com 3.769 participantes, observou queda da PCR com o treino físico; a queda foi maior quando houve redução de peso e de gordura, mas apareceu também sem perda de peso[8].
  • Padrão alimentar mediterrâneo. Em 17 ensaios clínicos com 2.300 pessoas, esse padrão, rico em verduras, legumes, frutas, grãos integrais, leguminosas, peixes e azeite, reduziu a PCR ultrassensível e a interleucina-6 e melhorou a função dos vasos[9].
  • Sono. Como o sono perturbado se associa a marcadores mais altos[3], regularidade de horário e um jantar mais cedo costumam entrar no plano.
  • Gordura abdominal. Reduzir a gordura visceral, com preservação da massa muscular, ataca uma das fontes contínuas da inflamação.
  • Cigarro. Parar de fumar retira uma carga diária de oxidantes.

Nenhuma dessas mudanças precisa começar ao mesmo tempo. A consulta escolhe o elo que mais pesa no seu caso, e a nutrição da clínica, como apoio ao acompanhamento médico, transforma a orientação em refeições possíveis.

Antioxidantes em suplemento: quando entram no plano?

Antioxidantes em suplemento entram no plano quando um exame mostra que falta um nutriente com função antioxidante, como vitamina C, vitamina E, zinco ou selênio, e na quantidade que corrige essa falta, sem megadoses.

A medida importa. Uma revisão Cochrane reuniu 78 ensaios clínicos, com 296.707 participantes, sobre suplementos de betacaroteno, vitamina A, vitamina C, vitamina E e selênio usados para prevenção, e não encontrou benefício na mortalidade; o betacaroteno e a vitamina E pareceram aumentar a mortalidade, e as doses altas de vitamina A também podem[10]. A conclusão não é que antioxidantes façam mal, e sim que eles funcionam como qualquer recurso de saúde: no ponto certo, para quem precisa.

Como a reposição é feita

  1. Primeiro a alimentação. Frutas, verduras e legumes de cores variadas, castanhas, sementes, azeite e chás trazem antioxidantes junto com fibras.
  2. Exame quando há sinal de falta. A consulta pede o exame do nutriente que a história sugere.
  3. Reposição na medida. Nome do nutriente, quantidade e tempo de uso definidos.
  4. Conferência no retorno. A reposição é mantida, ajustada ou encerrada conforme o novo exame.

Essa é a lógica ortomolecular como a clínica pratica, e ela faz parte da avaliação de deficiências nutricionais com o nutrólogo. Os suplementos que você já usa também são revistos, para decidir o que manter, ajustar ou suspender.

Quem conduz a avaliação

Na Clínica Higashi Londrina, a consulta é com o Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067, especialista em Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677), Nutrologia (RQE 2685) e Clínica Médica (RQE 15389). Na formação complementar, ele fez fellowship em Medicina Funcional pelo The Institute for Functional Medicine, nos Estados Unidos, e pós-graduação em prática ortomolecular pela FAPES.

Perguntas frequentes sobre inflamação crônica e estresse oxidativo

O que é inflamação crônica de baixo grau?

É uma inflamação discreta, sem febre, vermelhidão ou dor localizada, que fica ligada por meses ou anos. Ela é alimentada por fatores como gordura abdominal, sono ruim, sedentarismo, cigarro e alimentação, e se associa a doenças do coração, diabetes tipo 2 e outras condições crônicas.

Qual exame mostra inflamação no corpo?

O exame mais usado para a inflamação de baixo grau é a proteína C-reativa ultrassensível. Ela mostra o nível de inflamação no dia da coleta, mas não a origem, e por isso é lida junto com a história, a composição corporal e outros exames, como glicose, insulina e ferritina.

PCR ultrassensível alta significa doença do coração?

Não necessariamente. A PCR-us é um dos dados usados para estimar o risco do coração, ao lado de pressão, colesterol, glicose e tabagismo. Valores acima de 10 mg/L costumam indicar outra fonte de inflamação ou infecção, investigada antes de repetir o exame.

Vale tomar antioxidante por conta própria?

A recomendação é medir antes. Uma grande revisão Cochrane não mostrou benefício de suplementos antioxidantes usados para prevenção, e alguns deles se associaram a maior mortalidade. Quando um exame mostra falta, a reposição é feita na medida do que falta e conferida no retorno.

Que alimentos ajudam a reduzir a inflamação?

Um padrão alimentar com verduras, legumes, frutas, grãos integrais, leguminosas, peixes e azeite reduziu marcadores de inflamação em ensaios clínicos. Mais do que um alimento isolado, conta o conjunto da alimentação, ao lado do sono e da atividade física.

A avaliação da inflamação faz parte da primeira consulta?

Sim. Na Clínica Higashi Londrina, a primeira consulta com o Dr. Leonardo Higashi inclui a conversa sobre os fatores que alimentam a inflamação e o check-up funcional, com bioimpedância e avaliação do sistema nervoso autônomo. Os exames de sangue, como a PCR ultrassensível, entram conforme a pergunta do caso.

Retrato do Dr. Leonardo Higashi como revisor médico dos artigos da Clínica Higashi Londrina

Revisão médica

Dr. Leonardo Higashi — MÉDICO — CRM-PR 25067

Endocrinologia e Metabologia (RQE 16677) · Nutrologia (RQE 2685) · Clínica Médica (RQE 15389)

Médico especialista em Endocrinologia e Metabologia, Nutrologia e Clínica Médica e diretor médico da Clínica Higashi Londrina desde 2009. Tem formação complementar em medicina funcional, prática ortomolecular, endocrinologia do envelhecimento e medicina esportiva, e é membro e professor da Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa.

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Referências
  1. Furman D, Campisi J, Verdin E, Carrera-Bastos P, Targ S, Franceschi C, et al. Chronic inflammation in the etiology of disease across the life span. Nat Med. 2019;25(12):1822-32. doi:10.1038/s41591-019-0675-0
  2. Sies H, Berndt C, Jones DP. Oxidative stress. Annu Rev Biochem. 2017;86:715-48. doi:10.1146/annurev-biochem-061516-045037
  3. Irwin MR, Olmstead R, Carroll JE. Sleep disturbance, sleep duration, and inflammation: a systematic review and meta-analysis of cohort studies and experimental sleep deprivation. Biol Psychiatry. 2016;80(1):40-52. doi:10.1016/j.biopsych.2015.05.014
  4. Pearson TA, Mensah GA, Alexander RW, Anderson JL, Cannon RO 3rd, Criqui M, et al. Markers of inflammation and cardiovascular disease: application to clinical and public health practice: a statement for healthcare professionals from the Centers for Disease Control and Prevention and the American Heart Association. Circulation. 2003;107(3):499-511. doi:10.1161/01.CIR.0000052939.59093.45
  5. Pradhan AD, Manson JE, Rifai N, Buring JE, Ridker PM. C-reactive protein, interleukin 6, and risk of developing type 2 diabetes mellitus. JAMA. 2001;286(3):327-34. doi:10.1001/jama.286.3.327
  6. Ji RR, Nackley A, Huh Y, Terrando N, Maixner W. Neuroinflammation and central sensitization in chronic and widespread pain. Anesthesiology. 2018;129(2):343-66. doi:10.1097/ALN.0000000000002130
  7. Dantzer R, O'Connor JC, Freund GG, Johnson RW, Kelley KW. From inflammation to sickness and depression: when the immune system subjugates the brain. Nat Rev Neurosci. 2008;9(1):46-56. doi:10.1038/nrn2297
  8. Fedewa MV, Hathaway ED, Ward-Ritacco CL. Effect of exercise training on C reactive protein: a systematic review and meta-analysis of randomised and non-randomised controlled trials. Br J Sports Med. 2017;51(8):670-6. doi:10.1136/bjsports-2016-095999
  9. Schwingshackl L, Hoffmann G. Mediterranean dietary pattern, inflammation and endothelial function: a systematic review and meta-analysis of intervention trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2014;24(9):929-39. doi:10.1016/j.numecd.2014.03.003
  10. Bjelakovic G, Nikolova D, Gluud LL, Simonetti RG, Gluud C. Antioxidant supplements for prevention of mortality in healthy participants and patients with various diseases. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(3):CD007176. doi:10.1002/14651858.CD007176.pub2

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.